Projeto milionário em Kigali: Ruanda traz a Fórmula 1 de volta ao continente africano após quase quatro décadas
Acordo prevê a construção de um circuito permanente perto do aeroporto da capital Kigali e encerra uma ausência que dura desde 1993

A Fórmula 1 se prepara para preencher a última grande lacuna geográfica de seu calendário global. Após negociações que se arrastavam há anos, um acordo nos bastidores do paddock definiu que Ruanda passará a integrar o Mundial a partir de 2030, promovendo o aguardado retorno da principal categoria do automobilismo ao continente africano.
Estrutura de ponta nos arredores de Kigali
Como o país ainda não dispõe de uma pista homologada para os padrões da categoria, o plano prevê a construção de um complexo automobilístico do zero. A nova estrutura terá as seguintes características:
- Localização estratégica: A cerca de 40 quilômetros da capital Kigali, próximo ao Aeroporto Internacional de Bugesera.
- Design especializado: Projeto assinado pela WurzDesign, empresa comandada pelo ex-piloto de F1 Alexander Wurz.
- Pista permanente: Instalação moderna planejada para receber outros eventos internacionais de velocidade.
Bastidores de uma candidatura bem-sucedida
O movimento para levar o circo da F1 a Ruanda vinha sendo desenhado pelo presidente Paul Kagame, que formalizou o interesse do país no fim de 2024. As tratativas ganharam força após o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, confirmar publicamente a viabilidade do projeto africano.
O fim de um jejum de quase 40 anos
A entrada de Ruanda no mapa da velocidade põe fim a um hiato histórico. A última vez em que os carros da Fórmula 1 aceleraram em solo africano foi em 14 de março de 1993, no lendário circuito de Kyalami, na África do Sul.
Naquela ocasião, o francês Alain Prost (Williams) ficou com a vitória, seguido pelo brasileiro Ayrton Senna (McLaren) em segundo e Mark Blundell (Ligier) completando o pódio.
*Sob supervisão de Gene Lannes


