Abilio avalia estratégia do MDB para ampliar bancada na Câmara
Prefeito de Cuiabá afirmou que partido evita assumir posição nacional para preservar candidaturas nos estados e citou presença da sigla no governo Lula.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o MDB adota uma estratégia de preservar suas candidaturas nos estados ao evitar assumir uma posição nacional de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Abilio, a presença do MDB no governo federal, que mantém três ministérios na gestão petista, não significa necessariamente uma aliança nacional com o presidente. Na avaliação do prefeito, a estratégia estaria relacionada à necessidade de preservar candidatos da legenda em estados onde uma aproximação com a esquerda poderia gerar resistência entre os eleitores.
“O MDB tem três ministérios com o Lula. Três ministérios com o Lula. Apoia o PT em tudo quanto é lugar. Mas por que o MDB não faz uma aliança nacional com o Lula diretamente? Porque existem alguns estados que têm candidatos que querem fazer de conta que são de direita. Nesses estados eles se sentiriam prejudicados”, afirmou.
Abilio avaliou que a prioridade do MDB nas eleições é ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.
“Qual que é o plano do MDB? Eleger deputados federais. Esse é o plano do MDB. Eleger deputados federais”, declarou.
O prefeito também citou o PSD e o Republicanos como exemplos de partidos que, segundo ele, mantêm diferentes alianças nos estados e evitam assumir uma posição nacional mais definida.
“Esses partidos estão interessados em eleger federais. E alguns estados em eleger senadores. E por conta disso eles não fazem declaração”, ressaltou.
Possível segundo turno
Abilio também mencionou as eleições de 2022 para defender sua avaliação sobre o comportamento do MDB. Naquele ano, o partido lançou Simone Tebet à Presidência no primeiro turno e, posteriormente, declarou apoio a Lula no segundo turno.
“Como que você acha que o MDB vai se posicionar no segundo turno? É óbvio que vai apoiar o Lula. Tem três ministérios”, afirmou.
Na avaliação do prefeito, partidos que atualmente evitam declarar apoio a determinado campo político podem estar priorizando alianças regionais e a eleição de representantes para a Câmara e o Senado.
Abilio também citou possíveis movimentos do eleitorado em uma eventual disputa presidencial de segundo turno envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Quem vota no Zema vem pro Flávio. Quem vota no Tarcísio vem pro Flávio. Quem vota no Caiado vem pro Flávio”, destacou.
As declarações ocorrem em meio às discussões sobre a composição política para as eleições de outubro em Mato Grosso. Abilio já afirmou que não pretende apoiar a aliança entre PL e MDB no estado, que prevê Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo e Janaína Riva (MDB) na corrida ao Senado.


