Pai ausente

50% dos brasileiros veem pais de hoje menos presentes na vida dos filhos, revela pesquisa

Apesar da cobrança por maior convivência, mais de 80% da população concorda que a figura paterna é fundamental para o desenvolvimento das crianças

Por Camila Almeida 07/08/2026 às 21:30 2 min de leitura

A rotina acelerada e a mudança nos papéis familiares estão transformando a forma como os brasileiros enxergam a paternidade. Um novo levantamento do Instituto Nexus revela um descompasso claro: enquanto a imensa maioria da população enxerga a figura paterna como essencial, metade dos entrevistados avalia que os pais de hoje interagem menos com os filhos do que as gerações passadas.

Além disso, o estudo aponta que homens e mulheres enxergam essa dedicação de formas bastante diferentes no cotidiano.

Gerações e percepções: pais mais ou menos presentes?

A avaliação sobre o engajamento dos pais muda bastante conforme o gênero de quem responde:

  • Visão das mulheres: 56% apontam que os pais estão menos presentes hoje, apenas 31% enxergam maior participação.
  • Visão dos homens: O público masculino se divide. 44% acham que a presença aumentou, enquanto outros 44% acreditam que diminuiu. 81% dos homens consideram o papel do pai crucial na criação dos filhos, contra 73% das mulheres.
  • Recorte por idade: O reconhecimento do impacto paterno é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (82%) e cai para 62% entre idosos com 60 anos ou mais.

O que define um “bom pai” na prática?

A ideia do pai focado apenas em trabalhar para pagar as contas ficou no passado. Para a população brasileira, o afeto e a convivência valem muito mais do que a provisão econômica:

  • Estar presente no dia a dia: 49% (atributo mais valorizado, subindo para 53% entre as mulheres)
  • Educar e impor limites: 19%
  • Demonstrar carinho e afeto: 8%
  • Dar bom exemplo: 7%
  • Garantir segurança financeira: Apenas 3%

Conflito de gerações e prioridades

O estudo também destaca como o conceito de prioridade varia com a idade. Para a juventude e adultos até 40 anos, a presença física cotidiana é o pilar principal (superando os 55%). Já para os mais velhos, acima dos 60 anos, o papel prioritário do pai é educar e dar orientação com limites. No total, a pesquisa ouviu 2.013 pessoas em todas as regiões do país.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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