Vinícius Júnior defende inclusão após polêmicas na Copa do Mundo
Atacante comentou controvérsias do Mundial e reforçou discurso contra discriminação antes da estreia do Brasil

Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o atacante Vinícius Júnior comentou as polêmicas que têm marcado os primeiros dias da competição e defendeu que o futebol seja um espaço de inclusão e respeito.
Durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (12/6), o jogador afirmou esperar que o torneio transcorra sem episódios de discriminação. A Seleção Brasileira enfrenta Marrocos neste sábado (13/6), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C.
Sem citar casos específicos em sua resposta, Vinícius foi questionado sobre controvérsias envolvendo o Mundial e reforçou sua posição em defesa da igualdade dentro e fora dos gramados.
“Acredito que é um tema muito delicado. Esperamos que todos possam entrar e vir torcer normalmente como todas as outras pessoas, porque o futebol é para todos”, explicou.
Mundial tem sido marcado por controvérsias
Uma das principais discussões envolve a delegação do Irã. Em meio às tensões diplomáticas entre o país asiático e os Estados Unidos, os iranianos foram impedidos de se hospedar e realizar treinamentos em território norte-americano durante a fase de grupos.
Com isso, a seleção iraniana estabeleceu sua base em Tijuana, no México, e viaja aos Estados Unidos apenas nos dias das partidas.
Outro episódio que gerou repercussão foi o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. O oficial foi impedido de entrar nos Estados Unidos antes do início da competição.
As autoridades norte-americanas justificaram a decisão alegando suspeitas de envolvimento com terrorismo. Até o momento, porém, não foram apresentadas provas públicas que sustentem a acusação.
Voz ativa contra o racismo
Vinícius Júnior se tornou uma das principais referências na luta contra o racismo no futebol mundial. O atacante do Real Madrid acumula manifestações públicas contra episódios de discriminação racial sofridos durante sua carreira na Espanha.
Nos últimos anos, o brasileiro passou a utilizar sua visibilidade para cobrar medidas mais rígidas das autoridades esportivas e promover debates sobre inclusão e respeito nos estádios.
Agora, em mais uma Copa do Mundo, o camisa 7 volta a defender que o futebol seja um ambiente aberto a todos, independentemente de nacionalidade, raça ou origem.
Enquanto isso, o foco da Seleção Brasileira permanece na estreia diante de Marrocos, em busca dos primeiros pontos na caminhada rumo ao hexacampeonato.
*Sob supervisão de Gene Lannes


