Vivaxin

Vacina 100% brasileira contra malária é liberada pela Anvisa para testes em humanos

Desenvolvida por cientistas brasileiros, a vacina combate o parasita responsável por mais de 118 mil infecções no país e recebe R$ 12 milhões em investimentos

Por Camila Almeida 11/10/2026 às 16:00 2 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu luz verde para o início dos testes em seres humanos da Vivaxin, a primeira vacina do mundo criada especificamente para combater o Plasmodium vivax, o parasita por trás da imensa maioria dos diagnósticos de malária em território nacional.

A conquista é fruto da ciência brasileira, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG, em parceria com a USP e o laboratório Cristália.

Por que essa vacina é um marco para o Brasil e para o mundo?

Atualmente, as únicas duas vacinas contra a malária aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) protegem apenas contra outra espécie do parasita (Plasmodium falciparum), comum na África.

A Vivaxin preenche essa lacuna histórica ao focar diretamente no tipo de malária que circula nas Américas e na Ásia. Só no ano de 2025, o Brasil contabilizou mais de 118 mil casos da doença, reforçando a urgência de uma solução definitiva de imunização.

Como vão funcionar os testes em humanos?

Para financiar todas as etapas de estudo até a aprovação final (Fases I, II e III), o Ministério da Saúde garantiu o aporte de R$ 12 milhões. A fase inicial será conduzida sob rigoroso protocolo de monitoramento:

  • Público-alvo: 48 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 59 anos, que nunca tiveram malária. O foco do estudo é comprovar se a dose é segura, monitorar efeitos colaterais e medir a capacidade da vacina de produzir anticorpos de defesa. Cada voluntário será monitorado pela equipe médica ao longo de 360 dias.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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