Júri Popular

Trio vai a júri popular por execução brutal de policial penal em Várzea Grande

Vão responder perante o Tribunal do Júri Jefferson da Silva Campos, Valdeir Rodrigues Bandeira Junior e Mickael Luan Rodrigues Figueiredo Leite

Por Eder Pereira 21/05/2026 às 11:33 2 min de leitura

Três acusados de participação no assassinato do policial penal José Arlindo da Cunha, de 48 anos, foram pronunciados e irão a júri popular pelo crime ocorrido em novembro de 2025, no bairro Marajoara, em Várzea Grande. A decisão é do juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal do município.

Vão responder perante o Tribunal do Júri Jefferson da Silva Campos, Valdeir Rodrigues Bandeira Junior e Mickael Luan Rodrigues Figueiredo Leite. Já outros três denunciados, Welington Miguel Souza Facco, Wanderson Costa Lazarini e Lukas Alves Lima, foram impronunciados e tiveram a prisão revogada por falta de provas suficientes.

Conforme a denúncia do Ministério Público, José Arlindo foi chamado no portão de casa por volta das 22h30 do dia 22 de novembro. Ao sair para atender, foi atingido por disparos nas pernas e, já caído e sem possibilidade de defesa, acabou espancado com chutes e golpes de capacete na cabeça até morrer.

Ainda segundo as investigações, o policial penal conseguiu reagir durante o ataque e baleou Rivaldo Caetano da Silva, conhecido como “Borracha”, que morreu após ser socorrido.

Na decisão, o magistrado afirmou que existem indícios suficientes de autoria contra os três réus pronunciados, mantendo as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

“Os indícios de autoria em relação a Jefferson, Valdeir e Mickael mostram-se suficientes para autorizar sua pronúncia, consoante o juízo de probabilidade exigido nesta fase processual”, destacou o juiz.

O magistrado também manteve a prisão preventiva dos acusados por entender que eles representam risco à ordem pública.

As investigações da Polícia Civil apontam que o crime teria sido motivado por uma discussão ocorrida anteriormente durante uma confraternização na casa de terceiros.

Após o homicídio, os suspeitos fugiram levando a arma funcional da vítima. O revólver foi localizado no dia seguinte, abandonado em uma área de mata no bairro Santa Izabel.

José Arlindo chegou a ser socorrido ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos. A data do júri popular ainda não foi definida.

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