Sem acordo salarial

Sem acordo, Correios mantém greve nacional por tempo indeterminado e serviços podem atrasar

Paralisação nacional aprovada por tempo indeterminado pode impactar a entrega de cartas e encomendas em diversos estados

Por Camila Almeida 12/09/2026 às 17:30 2 min de leitura

Quem aguarda a entrega de encomendas ou documentos importantes nos próximos dias deve se preparar para possíveis atrasos. Os trabalhadores dos Correios decidiram cruzar os braços e iniciar uma greve nacional por tempo indeterminado, deflagrada na noite desta quinta-feira (10/9).

A paralisação atinge a operação em todo o país e foi aprovada em assembleias após o fim das negociações da campanha salarial deste ano sem um consenso com a diretoria da estatal.

O motivo do impasse com a empresa

A decisão de parar a produção ocorreu mesmo após sucessivas rodadas de conversa e tentativas de mediação mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Findect), o principal ponto de discórdia na mesa de negociação envolve a assistência médica da categoria:

  • Plano de Saúde: exigência de melhorias no modelo de custeio e cobertura para os funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
  • Proposta da estatal: a federação alega que a empresa manteve uma posição inflexível sobre cláusulas sociais e econômicas consideradas cruciais pelos trabalhadores.
  • Mobilização regional: a paralisação já é ampla no país, enquanto assembleias pontuais, como no estado do Acre, definem a adesão ao longo desta sexta-feira.

Expectativa por novo acordo

A representação dos trabalhadores afirma que permanece aberta ao diálogo e aguarda um novo posicionamento oficial da direção dos Correios e do governo federal para retomar os serviços.

Até que haja uma nova proposta e assembleia de avaliação, o atendimento nas agências e a distribuição de correspondências podem operar com contingente reduzido em diversas regiões.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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