MT produz para o mundo, mas ainda tem fila do ossinho; Natasha propõe ações contra a fome
Candidata defende mais renda, fortalecimento da agricultura familiar e acesso à alimentação

Mato Grosso bate recordes de produção e está entre as grandes potências do agronegócio brasileiro, mas cerca de 500 mil pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e, em Cuiabá, famílias ainda recorrem à conhecida “fila do ossinho” em busca de alimento. Diante desse contraste, a candidata ao Governo do Estado, Natasha Slhessarenko da coligação Mato Grosso para todos, defendeu no programa eleitoral desta sexta-feira (11) um conjunto de ações para combater a fome, ampliar a renda das famílias e fazer com que a riqueza produzida no Estado chegue à mesa da população.
Entre as propostas estão o fortalecimento da agricultura familiar e da produção de alimentos, políticas de geração de trabalho e renda e medidas de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade. Natasha defende que o crescimento econômico de Mato Grosso precisa ser acompanhado de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades e garantir condições dignas de vida.
“Como pode o Estado, que bate recordes na produção de alimentos no país, ainda ter mais de meio milhão de pessoas que não sabem se vão ter o que comer no dia seguinte? Não dá mais para a população viver na incerteza”, afirma Natasha.
O programa mostrou o relato de uma mãe de duas meninas que frequenta a fila do ossinho em Cuiabá, realidade que já ganhou repercussão nacional e se tornou um dos símbolos mais duros da desigualdade em Mato Grosso.
Ela conta que precisa acordar de madrugada para conseguir alimento e que o auxílio recebido pela família, embora importante, não cobre todas as necessidades. “Eu queria poder ter carne para comer, mas a vida está difícil. A gente vive com auxílio, que ajuda muito, mas não dá para tudo. Aí a gente tem que se virar com o osso mesmo. E rezar, porque no dia seguinte a gente não sabe se vai ter o que comer”, relata.
Para Natasha, enfrentar essa realidade exige atuar tanto na proteção imediata das famílias quanto na criação de condições para que elas tenham renda e autonomia. Seu plano de governo prevê ações de qualificação profissional, inclusão produtiva e geração de oportunidades, com atenção especial às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Na área da alimentação, a candidata propõe fortalecer a agricultura familiar e incentivar a produção de alimentos dentro do Estado. A estratégia busca ampliar a oferta, estimular pequenos produtores, movimentar a economia local e contribuir para que produtos essenciais cheguem à população a preços mais acessíveis.
Cashback
Outra proposta é o programa Seu Dinheiro de Volta, que prevê a devolução de parte dos impostos pagos no consumo para famílias de menor renda. A medida funcionará como um cashback do ICMS para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda de até três salários mínimos, ajudando a aliviar o orçamento doméstico.
“Hoje, Mato Grosso tem um dos mercados mais caros do Brasil. Uma realidade que pesa no bolso de quem mais precisa”, afirma a candidata.
Segundo Natasha, a política de combate à pobreza precisa ir além de ações isoladas. A proposta é integrar segurança alimentar, proteção social, qualificação, emprego e renda para que o Estado atue tanto sobre as necessidades mais urgentes quanto sobre as causas que mantêm milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.
“É hora de fazer a diferença. Vamos fortalecer a agricultura familiar, incentivar a produção de alimentos no Estado, garantir preços mais justos e mesa mais farta para todos os cidadãos e cidadãs de Mato Grosso”, afirma.
Para Natasha, não é aceitável que um Estado reconhecido pela dimensão de sua produção de alimentos conviva com famílias que precisam disputar ossos para garantir a refeição do dia seguinte. A candidata defende que os resultados econômicos de Mato Grosso sejam convertidos em melhoria concreta das condições de vida da população.


