Secretaria da Mulher com orçamento próprio integra proposta de Natasha para ampliar proteção e autonomia
Candidata defende estrutura permanente para integrar políticas de proteção, saúde, autonomia econômica e garantia de direitos às mulheres

A criação de uma Secretaria de Estado da Mulher, com orçamento próprio e estrutura permanente para ampliar as políticas de proteção e autonomia das mulheres, integra o Plano de Governo 2027–2030 da candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko (PSD). A proposta prevê atuação integrada em áreas como segurança, saúde, assistência social e autonomia econômica, reunindo políticas que hoje estão distribuídas entre diferentes setores da administração estadual.
A proposta é que a Secretaria coordene essas políticas com metas, prazos, recursos previstos no orçamento e prestação de contas. Para Natasha, uma estrutura própria permitirá que as ações destinadas às mulheres deixem de ocorrer de maneira fragmentada e sejam tratadas como uma política permanente de Estado.
“Não podemos tratar as políticas para as mulheres de forma fragmentada. A Secretaria da Mulher precisa ter orçamento, estrutura e condições para coordenar ações que atendam às diferentes necessidades das mulheres mato-grossenses”, afirma Natasha.
Uma das prioridades previstas no plano é o enfrentamento à violência contra a mulher. Mato Grosso ocupou a primeira posição nacional na taxa de feminicídio em 2023 e 2024 e permaneceu entre os três estados com os piores indicadores do país em 2025.
Entre as medidas propostas estão uma rede de proteção com funcionamento 24 horas e a implantação de Casas Regionais de Cuidado da Mulher, reunindo em um mesmo espaço atendimento psicossocial, delegacia, Defensoria Pública e alojamento provisório. O plano prevê ainda delegacias especializadas abertas dia e noite, canal estadual de denúncia e dispositivo de emergência conectado diretamente à polícia para mulheres sob medida protetiva.
Na saúde, a proposta é capacitar a rede para identificar sinais de violência e garantir acolhimento adequado às vítimas. Hospitais e unidades de referência deverão oferecer atendimento com privacidade, além de acompanhamento psicológico e encaminhamento integrado entre saúde, assistência social, segurança e justiça. Para os casos de violência sexual, o plano estabelece atendimento rápido, sigiloso e humanizado e capacitação dos profissionais que atuam na rede pública.
A autonomia econômica é outra frente da política proposta por Natasha. O plano prevê qualificação profissional e intermediação de emprego para mulheres em situação de violência, além de habitação provisória para aquelas que não possam retornar para casa. Também estão previstos crédito orientado e apoio à formalização como microempreendedoras, cooperativas e feiras regionais de produção feminina, além de incentivo às empresas que contratem e qualifiquem mulheres.
O plano contempla ainda crianças e adolescentes atingidos pela violência doméstica, com acompanhamento psicológico, social e educacional para aqueles que perderam a mãe para o feminicídio ou foram diretamente afetados pela violência.
Para Natasha, reunir essas diferentes frentes sob uma estrutura com orçamento próprio permitirá dar continuidade às políticas públicas e ampliar a capacidade do Estado de atender às diferentes realidades das mulheres, tanto na capital quanto no interior.
“Cuidar das mulheres significa garantir proteção, saúde, oportunidade, autonomia e condições para que possam viver com segurança e dignidade em todas as regiões de Mato Grosso”, reforça.


