Falso Advogado

Presidente da ASSEG/MT alerta para avanço do golpe do falso advogado e uso indevido de dados processuais

Segundo a presidente da ASSEG/MT, o crime se destaca pelo alto nível de organização e pelo uso indevido de informações públicas

Por Eder Pereira 30/04/2026 às 12:47 2 min de leitura

A crescente incidência do chamado “golpe do falso advogado” tem acendido um alerta entre autoridades de segurança pública e representantes do sistema de Justiça em Mato Grosso. A presidente da Associação da Segurança (ASSEG/MT), Edleusa Afonso de Mesquita Filgueiras, manifesta preocupação com a sofisticação da prática criminosa, que utiliza dados reais de processos judiciais para enganar vítimas e aplicar golpes financeiros.

Segundo a presidente da ASSEG/MT, o crime se destaca pelo alto nível de organização e pelo uso indevido de informações públicas. Criminosos monitoram movimentações processuais, como decisões favoráveis, liberações de alvarás e pagamentos de precatórios, e cruzam esses dados com informações pessoais obtidas ilegalmente, como números de telefone e CPF.

De posse dessas informações, os golpistas entram em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, se passando por advogados ou representantes de escritórios. Para tornar a abordagem mais convincente, utilizam fotos reais dos profissionais, além de logotipos e documentos aparentemente oficiais.

O roteiro seguido pelos criminosos costuma ser semelhante: informam que a vítima possui valores a receber, oriundos de ações judiciais, e enviam cópias de processos ou documentos falsificados para dar aparência de legitimidade. Em seguida, solicitam o pagamento de supostas taxas para liberação do valor, geralmente por meio de transferências via Pix ou boletos.

Edleusa Filgueiras reforça que esse tipo de cobrança não é prática adotada pelo Poder Judiciário. “Nenhum juiz ou tribunal exige pagamento antecipado por transferência direta para liberação de valores judiciais”, ressalta.

Diante do cenário, a presidente da ASSEG/MT destaca a importância da conscientização da população como principal forma de prevenção. A orientação é que qualquer contato desse tipo seja verificado diretamente com o advogado responsável pelo processo ou com o órgão judicial competente.

Em casos de suspeita ou confirmação do golpe, a recomendação é registrar imediatamente um boletim de ocorrência e buscar orientação jurídica. A atuação preventiva e a disseminação de informações corretas, segundo a entidade, são fundamentais para conter o avanço desse tipo de crime.

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