PM prende suspeitos por morte de sargento da Marinha em Cáceres
A Operação Força Constante reuniu equipes do 6º Batalhão da PM, Força Tática, Gefron e Polícia Rodoviária Federal (PRF)

A Polícia prendeu sete suspeitos de envolvimento na morte do sargento da Marinha do Brasil, Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, em Cáceres, a 218 quilômetros de Cuiabá. As prisões e apreensões ocorreram nesta quarta-feira (30), durante a Operação Força Constante, que reuniu equipes do 6º Batalhão da PM, Força Tática, Gefron e Polícia Rodoviária Federal (PRF). As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes realizaram diligências para identificar e localizar os envolvidos. Durante os trabalhos, os policiais receberam informações de que suspeitos de prestar apoio logístico ao homicídio estariam na região da Areeira e teriam deixado a cidade em um veículo de transporte por aplicativo.
Com base nas informações levantadas, as equipes passaram a monitorar possíveis rotas de fuga. Em meio às buscas, os policiais localizaram um revólver Taurus calibre .38, que teria sido utilizado no assassinato. A arma estava escondida em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis. No imóvel, uma adolescente foi apreendida e apontada como responsável por guardar o armamento.
Na sequência, um Volkswagen Polo branco foi abordado e dois suspeitos foram detidos. Conforme o boletim de ocorrência, um deles teria atuado como motorista durante a ação e o outro confessou, segundo os policiais, ter efetuado os disparos.
Segundo a versão apresentada pelo suspeito apontado como atirador, a execução teria sido coordenada por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, conhecidos pelos apelidos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”. Eles teriam determinado a morte de dois homens que estariam na residência da vítima.
Segundo o relato, o suspeito teria cortado a cerca elétrica da residência e se escondido em uma área de mata enquanto mantinha uma chamada de vídeo com os supostos mandantes. Anderson teria saído para verificar o alarme quando foi atingido.
Um outro adolescente teria sido responsável por levar a arma de fogo até a residência onde posteriormente foi ocultada. Outras duas adolescentes teriam prestado apoio logístico aos envolvidos, auxiliando na permanência e ocultação dos suspeitos após a prática do crime, bem como na posterior fuga dos envolvidos e na ocultação da arma de fogo.
Ao todo, foram identificados sete suspeitos, sendo cinco adolescentes. Todos foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia, juntamente com a arma apreendida, para as providências cabíveis.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


