Sabonetes e cosméticos artesanais ganham regras da Anvisa para produção e venda sem burocracia
Nova regulamentação dispensa registro formal para pequenos produtores, mas exige validade de até 12 meses e regras de higiene

Quem produz ou consome sabonetes, xampus sólidos, óleos e perfumes artesanais passa a contar com regras claras e um mercado muito mais seguro no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a regulamentação que simplifica as exigências sanitárias e autoriza a fabricação e venda de cosméticos feitos à mão sem a necessidade de um registro formal e burocrático.
A medida descomplica a vida de pequenos empreendedores do setor e garante ao consumidor a certeza de adquirir produtos seguros e devidamente rotulados.
Quais produtos artesanais estão liberados para venda?
A norma técnica da Anvisa traz uma lista específica de artigos que se enquadram no novo modelo simplificado. Estão autorizados:
- Sólidos corporais e de banho: sabonetes em barra, xampus e condicionadores sólidos, e produtos sólidos para imersão.
- Perfumaria e ambientes: perfumes com base alcoólica e aromatizadores de ambiente.
- Cuidados com a pele: óleos corporais, manteigas hidratantes e desodorantes axilares em barra.
O que o produtor precisa cumprir na prática
Embora não exija o registro tradicional de grandes indústrias, a Anvisa estipulou normas técnicas básicas de higiene e fabricação para evitar contaminações e proteger a saúde de quem usa:
- Validade limitada: os produtos artesanais devem ter validade máxima de até 12 meses a partir da data de fabricação.
- Rotulagem transparente: é obrigatório informar todos os ingredientes e a data de produção no rótulo.
- Propaganda sem exageros: a divulgação deve focar em efeitos básicos (como cheiro, limpeza ou hidratação), sendo proibido fazer promessas de cura ou tratamentos de saúde.
As novas diretrizes regulamentam a Lei nº 15.154/2025, garantindo que a produção artesanal brasileira cresça com respaldo técnico e qualidade sanitária.
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*Sob supervisão de Gene Lannes


