PF investiga mineração ilegal de calcário que pode ter causado prejuízo de R$ 3 milhões à União em Mato Grosso
As equipes recolheram documentos, computadores, celulares, registros contábeis

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Peso Bruto para investigar um suposto esquema de mineração ilegal que teria causado prejuízos superiores a R$ 3 milhões aos cofres públicos em Mato Grosso.
A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Cuiabá, em imóveis ligados aos investigados. As equipes recolheram documentos, computadores, celulares, registros contábeis e outros materiais que poderão ajudar a esclarecer a atuação do grupo.
De acordo com as investigações, a exploração irregular ocorreu no município de Rosário Oeste, onde mais de 34 mil toneladas de calcário teriam sido extraídas em desacordo com os limites previstos nas autorizações minerárias e ambientais.
Segundo a Polícia Federal, a atividade pode ter configurado a exploração indevida de um bem pertencente à União. As suspeitas começaram após a identificação de indícios de retirada mineral em áreas não autorizadas.
Para confirmar as irregularidades, a PF utilizou fiscalizações administrativas, análises geoespaciais, levantamentos técnicos e perícias especializadas, que apontaram sinais de atividade minerária fora das normas legais.
O material apreendido durante a operação será analisado pelos peritos e poderá contribuir para identificar a participação de cada investigado, o possível lucro obtido com a exploração ilegal e a existência de outros envolvidos.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados à extração irregular de recursos minerais, usurpação de bens da União e eventuais danos ambientais, caso sejam confirmados pelas perícias.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para rastrear os valores envolvidos e esclarecer toda a estrutura do suposto esquema.


