Operação Veritas mira jornalista acusado de disseminar denúncias sem provas contra padres em MT
A Diocese informou que apurou internamente as alegações apresentadas, mas não encontrou elementos que comprovassem os fatos denunciados

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Veritas para cumprir mandados de busca e apreensão contra o jornalista Rodolpho Raphael de Oliveira Santos, ex-estagiário da Diocese de Barra do Garças. Ele é investigado por supostamente criar e divulgar acusações sem comprovação contra bispos e sacerdotes ligados à Diocese da região.
Segundo as investigações, os ataques teriam começado após o desligamento do jornalista da função que exercia na instituição religiosa. A Polícia aponta que ele passou a enviar mensagens por aplicativos, e-mails e redes sociais, além de fazer contatos com terceiros, atribuindo aos religiosos acusações de irregularidades financeiras, desvio de recursos e conivência com supostos ilícitos.
De acordo com o inquérito, as denúncias também foram divulgadas em veículos de comunicação, utilizando sua condição de jornalista para ampliar a repercussão das acusações. A investigação destaca que a narrativa ultrapassou os canais formais de denúncia e ganhou ampla divulgação pública.
A Diocese informou que apurou internamente as alegações apresentadas, mas não encontrou elementos que comprovassem os fatos denunciados, classificando as acusações como baseadas apenas em declarações unilaterais.
Ao autorizar a operação, o juiz Luis Felipe Lara de Souza, do Núcleo de Justiça 4.0 de Barra do Garças, considerou a medida necessária para preservar provas e evitar a exclusão de conteúdos digitais relacionados ao caso. Foram autorizadas buscas para apreensão de celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, SSDs, pen drives e outras mídias eletrônicas.
A decisão também permite a extração e análise pericial dos dados armazenados nos equipamentos apreendidos, incluindo a recuperação de arquivos eventualmente apagados, desde que a investigação permaneça restrita aos fatos apurados.
Além das buscas, o magistrado determinou medidas cautelares que proíbem o jornalista de manter contato com as vítimas e de publicar conteúdos considerados potencialmente ofensivos ou intimidatórios contra elas.
O nome da operação, Veritas, tem origem no latim e significa “verdade”.


