Homicídio Investigado

Operação Silenciar prende suspeitos de execução em Cuiabá

Polícia Civil cumpriu mandados contra investigados por assassinato de homem de 25 anos; advogado é apontado como coautor do crime.

Por Matheus Marques 14/10/2026 às 13:30 2 min de leitura

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Silenciar, para cumprir mandados de prisão contra investigados pelo homicídio de um homem de 25 anos, ocorrido em novembro de 2024, em Cuiabá. Ao todo, a Justiça expediu quatro ordens de prisão preventiva.

A operação é resultado do inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com autorização da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. As investigações reuniram laudos periciais, análise de imagens, monitoramento eletrônico e trabalho de inteligência policial, que levaram ao indiciamento de quatro suspeitos.

Entre os investigados está um advogado apontado como coautor do homicídio e suspeito de prestar suporte jurídico a uma facção criminosa há anos. A prisão dele foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).

O crime ocorreu na madrugada de 8 de novembro de 2024, no bairro Siriema, na Capital. De acordo com a investigação, a vítima foi torturada antes de ser morta com 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca.

A principal linha de investigação aponta que o assassinato teria sido motivado por vingança. Integrantes de uma facção criminosa suspeitavam que a vítima havia repassado informações às forças de segurança, o que teria levado a Polícia Militar a apreender uma quantidade significativa de drogas.

Com base nos elementos reunidos durante o inquérito, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos quatro investigados, pedidos que foram autorizados pela Justiça.

Entre os alvos, dois já estavam presos na Penitenciária Central do Estado por outros crimes e tiveram os mandados cumpridos na unidade prisional. O advogado também foi preso durante a operação.

O quarto investigado, apontado como responsável pela função de “disciplina” da facção na época do crime, continua foragido. As diligências seguem para localizá-lo.

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