Operação Silencio Comprado

Operação mira suposto esquema de corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia

Por Eder Pereira 26/05/2026 às 13:00 3 min de leitura

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As ordens judiciais incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, identificar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram uma suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na administração do Hospital Municipal Euclides Horst.

Caso ganhou repercussão após morte de gestante

A CPI teve origem após questionamentos sobre o atendimento prestado na unidade hospitalar, especialmente depois da morte de uma jovem gestante do município. Segundo as investigações, ela apresentou complicações durante um parto cesáreo, foi transferida para Cuiabá e morreu posteriormente.

Após o caso, familiares e moradores passaram a cobrar esclarecimentos sobre a estrutura do hospital, prestação de serviços, gestão de profissionais e regularidade dos contratos administrativos da unidade.

Denúncia deu início às investigações

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após denúncia encaminhada pelo Ministério Público relatando suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, além de possíveis irregularidades em contratos de gestão do hospital.

Entre os indícios apurados estão pagamentos por serviços supostamente não realizados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentações irregulares de recursos públicos e possível desvio de verbas ligadas à administração hospitalar.

Conforme a Deccor, há indícios da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, além de outros delitos que ainda podem ser identificados ao longo das diligências.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o nome “Silêncio Comprado” faz referência à suspeita de pagamento de vantagem indevida para interferir nos trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra a Operação Pharus, planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 voltado ao combate de grupos criminosos em todo o Estado.

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