INVIOLÁVEL

Operação mira dentista investigado por divulgar imagens íntimas de mulher em grupos de WhatsApp

Suspeito gravou imagens íntimas da mulher sem o consentimento dela

Por Valdemar Félix 03/09/2026 às 17:13 2 min de leitura

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (3.9), a Operação Inviolável, para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra um dentista, de 41 anos, investigado por registrar e divulgar imagens íntimas de uma mulher, de 46 anos, moradora de Lucas do Rio Verde, sem o consentimento dela.

As ordens judiciais foram cumpridas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde, em dois endereços vinculados ao investigado: uma residência e um consultório odontológico, ambos em Lucas do Rio Verde.

Segundo a delegada Paula Moreira, a investigação começou depois que a vítima descobriu que imagens dela nua haviam sido registradas sem autorização e compartilhadas em grupos de WhatsApp. Outras pessoas tiveram acesso ao conteúdo e informaram a mulher, que procurou a DEDM para denunciar o caso.

A vítima relatou que manteve um breve relacionamento com o dentista no ano passado. Durante esse período, ele teria aproveitado momentos de intimidade para produzir os registros sem que ela soubesse.

Durante as buscas na casa e na empresa do suspeito, os policiais apreenderam o aparelho celular dele, que deverá passar por perícia técnica para verificar a existência das imagens e identificar possíveis compartilhamentos.

Na residência foram encontradas duas pistolas e uma arma calibre 12. O armamento não foi apreendido porque o dentista é registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e as armas estavam regularizadas. Por esse motivo, também não houve prisão em flagrante.

No entanto, após a conclusão da investigação e eventual indiciamento, a Polícia Federal será comunicada para solicitar o recolhimento das armas e analisar a situação do registro do investigado como CAC.

A Polícia Civil continuará com as diligências e aguarda o resultado das perícias para concluir o inquérito policial.

O caso é investigado como registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.

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