Operação da PJC investiga DJ suspeito de ligação com tráfico de drogas sintéticas em festas eletrônicas

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Last Loop, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas sintéticas e comércio ilegal de armas de fogo. A ação ocorreu simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apontam como principal alvo o DJ Tiago Moreira da Cunha Junior, conhecido como DJ Tigas. Conforme apurado pela polícia, ele é suspeito de organizar festas de música eletrônica que seriam utilizadas como ambiente para a comercialização de entorpecentes.
Segundo os investigadores, o DJ também aparece como alvo em comum entre duas operações realizadas nesta sexta-feira: Last Loop e Convergência, ambas voltadas ao combate ao tráfico de drogas sintéticas em Mato Grosso.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois investigados que já estavam presos por outros processos tiveram novos mandados de prisão preventiva cumpridos dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). Os alvos são Anderson Wagner Soares da Conceição e Jocsã Botelho Costa.
Ainda durante a operação, policiais civis realizaram buscas em diferentes endereços. Em Alta Floresta, na casa de Edson Dantas Rodrigues Junior, foram apreendidas drogas sintéticas e o medicamento anabolizante Durateston.
Ao todo, a operação cumpriu 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, polo de Cuiabá.
Esquema investigado
De acordo com as investigações, o grupo utilizava festas de música eletrônica, conhecidas como raves, como ponto de encontro para a venda de drogas. Entre as substâncias identificadas estão MDMA (ecstasy), LSD, derivados de cannabis e cocaína.
A Polícia Civil também identificou que os suspeitos adotavam estratégias para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com o tráfico. A maior parte dos pagamentos era feita por transferências via Pix, utilizando contas bancárias registradas em nome de empresas ou de terceiros, popularmente conhecidos como “laranjas”.
Além do tráfico de drogas sintéticas, a investigação também aponta indícios de negociação ilegal de armas de fogo, o que ampliou o alcance das apurações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso.


