MT Produtivo impulsiona agricultura familiar e anima produtores em Mato Grosso
A mobilização já passou por 13 municípios-polo e alcançou 24 cidades

A expedição do programa MT Produtivo, Desenvolvimento e Sustentabilidade tem percorrido municípios de Mato Grosso levando orientações sobre crédito, regularização fundiária e inclusão produtiva, fortalecendo a expectativa de crescimento entre agricultores familiares, cooperativas e associações rurais.
Em Nova Xavantina, o produtor de melancia Ítalo Leão afirmou que o programa representa uma nova oportunidade para quem vive da produção rural. Segundo ele, a iniciativa pode ampliar a capacidade de produção das associações e cooperativas da agricultura familiar.
A mobilização já passou por 13 municípios-polo e alcançou 24 cidades até esta sexta-feira (8). Coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, o programa prevê investimentos de US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial, além de contrapartida estadual de US$ 20 milhões. As ações seguem até 2030.
Nos próximos 15 dias, a expedição deve concluir o roteiro nos 23 municípios-polo definidos pelo projeto, alcançando 61 cidades com potencial para desenvolver planos de negócios sustentáveis voltados à agricultura familiar.
O trabalho conta com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, responsável pela mobilização de lideranças comunitárias, cooperativas e associações. Também participam da iniciativa a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o Instituto de Terras de Mato Grosso e a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado.
O principal objetivo do MT Produtivo é ampliar o acesso de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais aos serviços de regularização ambiental e fundiária, além de incentivar práticas produtivas sustentáveis e ampliar a inserção dos produtores nos mercados consumidores.
Segundo o coordenador de Assistência Técnica do projeto, Rogério Monteiro, uma das principais dificuldades relatadas durante a expedição é a comercialização da produção rural.
De acordo com ele, o programa busca aproximar os pequenos produtores dos mercados consumidores e fortalecer o associativismo como alternativa para garantir renda e estimular a permanência dos jovens no campo.
Outro eixo do projeto é o incentivo às cooperativas e associações rurais. Conforme o coordenador de Inclusão Produtiva Inteligente para o Clima, Luciano Ferreira, a expectativa é movimentar cerca de R$ 600 milhões em investimentos até 2030.
Organizações produtivas emergentes poderão acessar até R$ 1 milhão em financiamento, enquanto cooperativas e associações estruturadas poderão receber até R$ 3 milhões, desde que atendam aos critérios previstos nos editais.
Luciano destacou ainda a forte participação das comunidades quilombolas em municípios como Nossa Senhora do Livramento e Poconé, além do protagonismo das mulheres nas reuniões promovidas durante a expedição.
Segundo ele, mais da metade dos participantes dos encontros é formada por mulheres, que têm contribuído com sugestões para facilitar o acesso aos editais e ampliar a participação nas políticas públicas voltadas ao setor.
As equipes técnicas também têm orientado os produtores sobre gestão de recursos, capacitação de lideranças e práticas sustentáveis ligadas à resiliência climática e à produção de baixo carbono.
De acordo com a Seaf, entre 2019 e 2025 o Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 817 milhões no fortalecimento da agricultura familiar nos 142 municípios do Estado. Os recursos foram destinados à entrega de máquinas e implementos, distribuição de insumos, incentivo à genética leiteira e criação do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf),Inclusão Rural.


