Minha Casa, Minha Vida ganha R$ 500 milhões extras em subsídios para famílias de baixa renda
Recurso adicional reduz o valor final do imóvel para famílias com renda de até R$ 5 mil e não precisa ser devolvido ao fundo

As famílias brasileiras que sonham em sair do aluguel terão um incentivo reforçado para fechar o contrato da casa própria ainda este ano. O Conselho Curador do FGTS aprovou um aporte extra de R$ 500 milhões para cobrir subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida ao longo de 2026.
Com a decisão, o volume total de recursos destinados a baratear o custo do imóvel saltou de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões neste exercício financeiro.
Como funciona o subsídio e quem tem direito
O subsídio funciona como um desconto direto no valor de venda do imóvel, reduzindo o valor total do financiamento ou cobrindo a entrada do comprador. Esse dinheiro não é um empréstimo, ou seja, o beneficiário não precisa devolver a quantia ao FGTS.
A verba suplementar beneficia diretamente dois públicos:
- Faixa 1: famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850.
- Faixa 2: famílias com renda de R$ 2.850,01 até R$ 4.700.
- Teto de atendimento: a cobertura contempla quem ganha até R$ 5 mil por mês no orçamento familiar.
Planejamento para os próximos anos e orçamento mantido
O reforço financeiro é exclusivo para a execução de 2026. As diretrizes e os valores do plano plurianual (que definirá os recursos de 2027 a 2029) serão debatidos pelo conselho na reunião agendada para o fim de outubro.
Os demais limites de investimentos operados pelo FGTS seguiram inalterados pelo colegiado:
- Habitação geral: R$ 144,5 bilhões
- Saneamento básico: R$ 8 bilhões
- Infraestrutura: R$ 8 bilhões
- Saúde: R$ 8,5 bilhões
*Sob supervisão de Gene Lannes


