Justiça cobra mais de 80 milhões de Bosaipo e Contadores por desvios na ALMT
A Operação Arca de Noé foi deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2002 e investigou um esquema criminoso que envolvia jogos ilegais

A Justiça de Mato Grosso deu prazo de 15 dias para o ex-deputado Humberto Bosaipo e os contadores José Quirino Pereira e Joel Quirino Pereira pagarem mais de 80 milhões de reais por desvios de dinheiro público da Assembleia Legislativa. A cobrança reúne três condenações relacionadas à Operação Arca de Noé.
A decisão é do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Segundo cálculos apresentados em perícia contábil do Ministério Público Estadual, o valor atualizado chega a 80 milhões, 24 mil, 755 reais e 80 centavos.
As condenações envolvem três ações civis públicas que investigaram desvios de recursos da Assembleia Legislativa. Em um dos processos, o valor cobrado ultrapassa 44 milhões de reais, somando débitos atribuídos a Bosaipo e ao contador José Quirino. Em outra ação, Bosaipo responde por uma condenação de aproximadamente 24 milhões e meio de reais. Já o terceiro processo reúne cobranças que ultrapassam 11 milhões de reais contra os três condenados.
Os valores incluem multas por improbidade administrativa e ressarcimento aos cofres públicos. As decisões já transitaram em julgado e estão na fase de cumprimento de sentença.
Os executados foram intimados por meio de seus advogados para realizar o pagamento voluntário no prazo de 15 dias. Caso não paguem, haverá multa de 10%, além das custas processuais. Depois desse período, começa o prazo para apresentação de impugnação à execução.
A Operação Arca de Noé foi deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2002 e investigou um esquema criminoso que envolvia jogos ilegais, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. As apurações identificaram irregularidades na Assembleia Legislativa entre 1999 e 2002, com suspeita de uso de empresas de fachada para movimentar dinheiro desviado.


