Júri de investigador acusado de matar PM em conveniência foi suspenso e continua nesta quarta-feira
O investigador responde por homicídio qualificado

O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi suspenso no fim de ontem, no Fórum de Cuiabá, e retomado nesta quarta-feira (13), a partir das 9h.
O caso é considerado um dos mais repercutidos dos últimos anos em Mato Grosso por envolver dois agentes das forças de segurança pública do Estado. O Tribunal do Júri é presidido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital.
O investigador responde por homicídio qualificado. Conforme denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O assassinato aconteceu em abril de 2023, em uma conveniência localizada nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o policial militar estava no local acompanhado de um amigo quando encontrou o investigador da Polícia Civil.
Imagens de câmeras de segurança passaram a integrar o inquérito policial. De acordo com a acusação, durante a conversa entre os dois, o militar teria mostrado a arma que portava na cintura. Em seguida, o investigador teria pegado o revólver e efetuado os disparos contra Thiago Ruiz, que morreu ainda no local.
Durante o primeiro dia de julgamento foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Entre os depoimentos prestados ao Conselho de Sentença esteve o da ex-companheira da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa. Também depôs o delegado André Eduardo Ribeiro, que atuava como plantonista da DHPP na época do crime.
O Ministério Público ainda apresentou como testemunha o investigador Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior. Já a defesa arrolou delegados da Polícia Civil, entre eles Guilherme Bertoldi, André Monteiro, José Ricardo e Guilherme Facinelli, além do investigador Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva.
Por conta da repercussão do caso e da presença de integrantes das forças de segurança, o Fórum de Cuiabá adotou medidas especiais de segurança durante a sessão. O acesso às áreas internas do prédio foi restrito, sendo permitida apenas a circulação de pessoas autorizadas no plenário do júri.
A expectativa é que o julgamento seja concluído nesta quarta-feira, após os debates entre acusação e defesa e a decisão do Conselho de Sentença sobre a condenação ou absolvição do investigador.


