Flávia denuncia Wanderley na DECCOR em meio à crise política
Prefeita de Várzea Grande confirmou denúncia contra o presidente reeleito da Câmara, Wanderley Cerqueira. Gestora afirmou que caso envolve supostos prejuízos aos cofres públicos.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, denunciou nesta quinta-feira (15) o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira, por uma suposta fraude envolvendo um decreto de remanejamento financeiro no valor de R$ 215 mil sem autorização do Executivo.
A denúncia foi formalizada na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR). Segundo a prefeita, a irregularidade foi descoberta na quarta-feira (13), após a identificação de um documento inserido no sistema sem assinatura oficial e sem autorização da gestão municipal.
De acordo com Flávia Moretti, os valores já estariam empenhados em favor da Câmara Municipal e o remanejamento teria utilizado parte do limite de 5% autorizado pela própria Câmara para movimentações orçamentárias do Executivo. A prefeita alegou ainda que esse tipo de procedimento só poderia ocorrer mediante autorização formal dela.
A gestora afirmou que o documento foi inserido no sistema de maneira não autorizada, causando prejuízo ao erário público e à própria administração municipal.
Segundo a prefeita, dias antes o presidente da Câmara havia solicitado oficialmente um remanejamento no valor de R$ 285 mil utilizando as mesmas dotações orçamentárias do decreto questionado. Conforme relatado, os recursos seriam destinados para reforma da Câmara Municipal.
Flávia esteve na DECCOR acompanhada do procurador do Município, Maurício Magalhães Faria Neto, e da secretária municipal de Planejamento, Lucinéia dos Santos Ribeiro, conhecida como Néia.
Ao comentar sobre eventual possibilidade de prisão do vereador, a prefeita afirmou não acreditar nessa hipótese, mas reforçou que a denúncia envolve possíveis danos aos cofres públicos.
O caso ocorre em meio ao agravamento da crise política entre o Executivo e o Legislativo municipal. Um dia antes da denúncia, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-MT) instaurou inquérito criminal para investigar 12 vereadores de Várzea Grande após denúncia anônima acompanhada de supostas provas.
A investigação conduzida pelo promotor de Justiça Adriano Roberto Alves apura possível articulação política para cassação da prefeita e interferência em contratos e estruturas da administração municipal.


