Operação Heritage

Fábio Garcia nega envolvimento em acordo da Oi e diz que acusações serão esclarecidas

Deputado afirma que não participou do processo relacionado ao acordo entre o Estado e a empresa de telefonia e diz possuir documentos para rebater as acusações.

Por Matheus Marques 07/08/2026 às 10:30 2 min de leitura

O deputado federal Fábio Garcia (União), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), se manifestou nesta quinta-feira (7) sobre as investigações relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar negou qualquer participação no processo e afirmou que seu nome está sendo citado de forma indevida. Segundo ele, adversários políticos tentam associá-lo ao caso, embora, conforme declarou, não exista qualquer ato administrativo de sua autoria relacionado ao acordo.

Garcia também negou ter sido alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação da Polícia Federal.

“É mentira que fui alvo de busca e apreensão. Não fui.”

O deputado afirmou ainda que o processo envolvendo a empresa de telefonia nunca passou pela Casa Civil, secretaria que comandou até o início deste ano. Segundo ele, esse tipo de procedimento não fazia parte das atribuições da pasta.

“A operação da Oi jamais passou pela Casa Civil. Não é atribuição dessa pasta. Não há um ato sequer meu nesse processo. A Casa Civil não teve conhecimento dessa operação.”

O parlamentar também declarou que a decisão judicial não apontou qualquer conduta praticada por ele relacionada ao caso.

“Forçaram a barra para me envolver. Tanto é que a decisão do ministro Flávio Dino foi incapaz de apontar um único ato meu neste caso da Oi.”

Garcia afirmou possuir documentos que, segundo ele, comprovam que nunca integrou fundos de investimento mencionados nas investigações.

“Tenho provas. As declarações dos fundos que receberam dinheiro da Oi comprovam que eu não sou e nunca fui acionista ou cotista de nenhum deles.”

Ele também rebateu informações envolvendo familiares, afirmando que as alegações sobre participação em fundos e empresas não correspondem à realidade. Segundo o deputado, os documentos serão apresentados gradualmente para contestar cada uma das acusações.

Ao concluir o pronunciamento, Garcia disse acreditar que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.

“Não tenho dúvidas de que o bem vai vencer o mal e que a verdade vai ser restabelecida.”

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