Crise entre UEFA e FIFA

Entenda como racha político na FIFA pode deixar grandes seleções europeias fora da Copa no Brasil em 2027

Divergência sobre privatização de direitos comerciais pode tirar potências do futebol feminino dos gramados brasileiros e afetar torneios de base já em 2026

Por Camila Almeida 31/07/2026 às 08:00 2 min de leitura

O torcedor brasileiro que já vive a expectativa de ver as maiores estrelas do futebol feminino mundial em solo nacional em 2027 pode ver o espetáculo desfalcado. A dura ameaça de boicote feita pela UEFA contra os planos de privatização da FIFA pode impedir a vinda de grandes seleções europeias para a Copa do Mundo no Brasil.

O impasse gira em torno da criação de uma empresa privada para gerir os direitos comerciais dos torneios da FIFA, medida rejeitada categoricamente pela entidade europeia. Caso o racha político não seja resolvido, o prejuízo técnico e financeiro para o evento no Brasil será inevitável.

O que você precisa saber sobre o impacto no Mundial do Brasil

A FIFA quer vender fatias da Fifa Forward Enterprise para investidores privados. A UEFA se opõe, alegando que a Copa do Mundo não pode ser transformada em produto financeiro. O continente europeu tem direito a 11 vagas diretas na Copa do Brasil, além de uma chance extra via repescagem.

Os últimos sete classificados da Europa estão programados para serem definidos nos playoffs entre outubro e dezembro. O boicote pode atingir torneios já este ano, como o Mundial Sub-20 (em setembro, na Polônia) e o Mundial Sub-17 (entre outubro e novembro, no Marrocos).

A Copa do Mundo Feminina do Brasil está confirmada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, espalhada por oito cidades-sede. Até o momento, 14 das 32 seleções já estão classificadas.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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