Confederação Asiática adere à pressão contra a FIFA, critica Infantino e exige reformas na entidade
Entidade aponta falhas graves de governança na gestão da FIFA e cobra mudanças profundas no processo de tomada de decisões

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) oficializou seu apoio à UEFA e à Concacaf, engrossando o coro de rejeição contra o plano de vender fatias comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.
Com a adesão do continente asiático, a proposta bilionária perde ainda mais força nos bastidores e expõe uma crise estrutural de confiança no comando da entidade máxima do esporte. Apesar das duras críticas ao modelo de gestão, a Ásia preferiu adota uma linha diplomática e evitou ameaçar um boicote direto aos torneios globais.
Entenda os pontos centrais do posicionamento asiático
A AFC demonstrou “profunda preocupação” com a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa comercial avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões). A entidade avalia que a proposta não tem condições de ser aprovada e classificou a forma como o plano foi apresentado às federações como “totalmente inaceitável”.
A confederação afirmou que o episódio expôs “fragilidades fundamentais” nos métodos de tomada de decisão da FIFA, cobrando uma reforma institucional imediata.
Em nota, a FIFA defendeu que cada federação nacional tem o direito de analisar a proposta, mas a AFC rebateu dizendo que as dúvidas sobre transparência continuam sem resposta. Ao contrário da UEFA, que ameaçou retirar suas seleções da Copa, a confederação asiática optou por pressionar por mudanças sem abandonar as competições.
*Sob supervisão de Gene Lannes


