Comissão do PT aceita condições de Flávio, mas oposição exige analisar papéis antes de liberar dados
Equipe do senador recua na entrega imediata das informações bancárias e fiscais e condiciona o protocolo à análise detalhada do material entregue pela campanha petista

A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL) compareceu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/10), mas não entregou os próprios sigilos bancários, fiscais e telefônicos. descumprindo o anúncio feito após o desafio lançado pela campanha adversária.
A reviravolta adia a resolução da disputa e transfere o foco do embate político para uma checagem prévia dos documentos protocolados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dallagnol escalado para auditar dados do adversário
Para liderar a conferência das informações do candidato à reeleição, a campanha do PL escalou o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, que detalhou uma estratégia dividida em duas etapas:
- 1ª Fase (Checagem de lista): verificar se a comissão de Lula entregou a totalidade dos documentos e extratos prometidos no acordo público.
- 2ª Fase (Perícia patrimonial): examinar o conteúdo das contas em busca de possíveis indícios de movimentações atípicas, ocultação de bens ou enriquecimento sem causa envolvendo o presidente, parentes e aliados.
“Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, alega defesa do PL
Questionada por jornalistas sobre a ausência dos dados de Flávio Bolsonaro no tribunal, a advogada da campanha, Maria Claudia Buchianeri, confirmou que o material do senador só será apresentado ao TSE após a validação completa dos arquivos petistas.
A equipe da oposição não estipulou prazo, data ou horário limite para concluir o pente-fino e formalizar a entrega dos documentos de Flávio.
Campanha de Lula aceita exigências e entrega material
Mais cedo, uma comitiva de peso da campanha do PT protocolou no TSE a resposta oficial ao desafio, confirmando o aceite integral de todas as contrapartidas exigidas pelo parlamentar.
O ato de entrega dos dados de Lula contou com a presença do coordenador de campanha Camilo Santana, do ministro Guilherme Boulos, do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e da deputada federal Camila Jara.
*Sob supervisão de Gene Lannes


