Fim do tabu

Com pênalti defendido e quase 50 mil torcedores, São Paulo derruba hegemonia do Corinthians no Brasileirão

Empate por 1 a 1 no Morumbis garante o bicampeonato nacional ao Tricolor e encerra invencibilidade histórica do Corinthians em finais

Por Camila Almeida 05/10/2026 às 10:30 2 min de leitura

A soberania nacional do futebol feminino mudou de mãos em uma tarde histórica para o esporte sul-americano. Diante do maior público já registrado entre clubes no continente, o São Paulo segurou o empate em 1 a 1 com o Corinthians no Morumbis e voltou ao topo do país, colocando fim a um longo jejum e interrompendo a sequência invicta das rivais em decisões do campeonato nacional.

A vantagem construída com a vitória por 2 a 1 na Neo Química Arena, no primeiro jogo da decisão, garantiu ao Tricolor o troféu do Brasileirão Feminino A1 de 2026.

Drama, gols e defesa decisiva no gramado

O duelo final teve todos os ingredientes de uma grande decisão ainda na etapa inicial. As donas da casa saíram na frente com gol de Bia Menezes, mas as “Brabas” reverteram a pressão com o empate de Juliete antes do intervalo.

O momento mais emblemático da partida veio no segundo tempo: a goleira tricolor Carlinha operou um milagre ao defender a cobrança de pênalti de Gabi Zanotti, carimbando a atuação impecável da defesa são-paulina e garantindo a vantagem do placar agregado até o apito final.

Marcas históricas e premiação recorde

A conquista do São Paulo ganha contornos ainda mais grandiosos ao analisar o peso dos números e o impacto financeiro para o departamento do clube:

  • Fim do jejum: O Tricolor ergue seu segundo título do Brasileirão Feminino, exatamente 29 anos após a primeira conquista, em 1997.
  • Quebra de hegemonia: O resultado impôs ao Corinthians o primeiro vice-campeonato após o clube alcançar sua décima final consecutiva e buscar o sétimo troféu.
  • Recorde de público: Um público de 49.405 torcedores lotou o Morumbis, estabelecendo o novo recorde do futebol feminino interclubes na América do Sul.
  • Premiação inédita: Pelo título, o São Paulo vai embolsar R$ 2 milhões da CBF, o maior valor já pago na história do torneio, superando a edição anterior em R$ 200 mil.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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