Vistoria Técnica

Casarões antigos de Cuiabá apresentam risco de desabamento e passam por vistoria

A ação contou com representantes da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano

Por Eder Pereira 16/10/2026 às 17:30 3 min de leitura

A falta de manutenção e a deterioração de casarões antigos no Centro Histórico de Cuiabá acenderam o alerta para o risco de desabamentos. Nesta quinta-feira (15), equipes da Prefeitura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram uma vistoria técnica para avaliar as condições estruturais dos imóveis e definir medidas preventivas.

A ação contou com representantes da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. Durante a inspeção, as equipes verificaram edificações que apresentam sinais de degradação, necessidade de escoramento e falta de conservação.

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, um relatório técnico já havia sido elaborado e encaminhado aos órgãos responsáveis. Ele destacou que a exposição prolongada ao sol e à chuva, somada ao abandono e à ausência de reparos, compromete a estrutura dos casarões.

De acordo com o secretário, algumas construções já estão escoradas, enquanto outras também precisam receber suporte para evitar desabamentos. A recuperação definitiva, porém, depende de reformas mais amplas.

O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, afirmou que os levantamentos identificaram edificações em condições próximas do colapso. Entre os imóveis avaliados, há construções que pertencem ao próprio município.

Para os prédios sob responsabilidade da Prefeitura, os estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão concluídos. A intenção é reduzir os riscos, principalmente durante o período chuvoso.

Além das medidas emergenciais, a parceria com o IPHAN prevê ações de capacitação para engenheiros e arquitetos, com orientações sobre técnicas adequadas de recuperação e conservação de imóveis localizados na área tombada. Proprietários e comerciantes também devem receber orientações para adequar as intervenções às normas de preservação.

O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas para ajudar moradores e proprietários de baixa renda que não conseguem custear a recuperação de imóveis históricos.

Em Cuiabá, o trabalho conta com a participação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e inclui o uso de técnicas tradicionais de construção, como terra crua e madeira. A iniciativa também contribui para a formação de estudantes e para o envolvimento da comunidade na preservação do patrimônio.

A partir dos resultados da vistoria, os órgãos envolvidos poderão estabelecer prioridades para intervenções, reduzir os riscos de desabamento e preservar as construções que fazem parte da história da capital mato-grossense.

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