Wellington defende valorização de servidores em reunião com aprovados da Saúde
Representantes de cerca de 7 mil aprovados no concurso da SES-MT apresentaram demanda por convocações

O candidato a governador Wellington Fagundes se reuniu, nesta quarta-feira (9), em Cuiabá, com representantes da Associação dos Aprovados no Concurso da SES-MT 2023, que reúne cerca de 7 mil aprovados. O grupo apresentou como principal demanda a convocação dos profissionais classificados no concurso realizado há três anos.
Representante da associação, Matheus Abreu Pereira avaliou positivamente o encontro e destacou a abertura para o diálogo. “A nossa demanda é pela convocação dos aprovados no concurso da SES-MT, realizado em 2023. A reunião foi bastante produtiva, e o Wellington deu a devida atenção à nossa pauta. De modo geral, a reunião foi ótima e saímos bastante satisfeitos com o resultado”, afirmou.
Durante a reunião, Wellington defendeu a valorização do funcionalismo e criticou o crescimento das contratações temporárias e da terceirização no Estado. “Para mim, servidor público não é gasto, é investimento”, afirmou. Segundo ele, são os profissionais que atuam diretamente nas unidades de saúde, escolas, forças de segurança e demais serviços que fazem o Estado chegar à população. “Para atender quem mais precisa não é o governador. É o servidor público, seja ele concursado ou contratado.”
A discussão ocorre em um cenário de mudança no perfil do funcionalismo estadual. Dados da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), referentes a 2024, apontam 44.198 vínculos temporários, ante 44.079 servidores efetivos no Executivo estadual. Pela primeira vez, o número de temporários superou o de efetivos. Entre 2018 e 2024, as contratações temporárias cresceram 48,34%, enquanto o quadro de efetivos apresentou redução de 6,6%.
Wellington afirmou que pretende fazer um governo “humano, para cuidar de gente”, com valorização de quem está na ponta e fortalecimento da capacidade do Estado de atender áreas essenciais. Para ele, ampliar a eficiência do serviço público e dar condições aos profissionais é fundamental para acelerar a melhoria do atendimento à população.
O candidato também reafirmou que pretende pagar a Revisão Geral Anual (RGA) atrasada dos servidores. “Eles estão dizendo que, se pagar, vai quebrar o Estado. Sabe por quê? Porque o Estado que eles querem não é o Estado para reconhecer quem atende a população”, declarou.
Wellington ainda criticou a ideia de tratar o funcionalismo como um peso para as contas públicas. “Esse Estado gigantesco, riquíssimo, foi construído por gente”, disse.


