Wanderley rebate Caio Cordeiro, nega irregularidades e acusa vereador de fazer ataques sem fundamento
Durante entrevista, Wanderley Cerqueira respondeu às acusações demonstrando indignação com a postura do vereador

O clima político voltou a esquentar na Câmara Municipal de Várzea Grande após uma série de vídeos publicados pelo vereador Caio Cordeiro nas redes sociais. Nas gravações, o parlamentar faz duras críticas ao presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, a quem chama de “Wandeco”, classificando-o como “ditador”, “incoerente” e “inverídico”. Caio ainda afirma estar sendo alvo de retaliação política.
Em outra publicação, o vereador acusa o presidente de ter barrado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar o transporte coletivo no município. No vídeo, Caio também cita uma suposta ligação política entre Vanderley Cerqueira e o deputado estadual Botelho, irmão de um dos proprietários da União Transportes. Segundo o vereador, essa relação teria motivado o impedimento da investigação.
Já nesta segunda-feira, Caio voltou a criticar a condução da Câmara e cobrou que o presidente “destranque a Câmara”, questionando a redução do atendimento ao público e as restrições de acesso ao novo prédio do Legislativo, previstas na Portaria nº 070/2026.
Durante entrevista, Wanderley Cerqueira respondeu às acusações demonstrando indignação com a postura do vereador. O presidente afirmou que Caio Cordeiro vem divulgando informações sem conhecer os fatos e classificou as declarações como infundadas.
Segundo Wanderley, a portaria que regulamenta o horário de funcionamento da Câmara não foi criada por sua gestão. Ele explicou que a norma existe desde 2019 e apenas foi renovada, sem qualquer alteração no atendimento ao público, rebatendo a acusação de que teria restringido o acesso da população ao Legislativo.
Sobre a CPI do transporte coletivo, o presidente negou qualquer interferência para impedir a investigação. Wanderley afirmou que o próprio pedido apresentado por Caio Cordeiro inviabilizava a instalação da comissão ao considerar 17 vereadores impedidos de participar do sorteio, inclusive parlamentares que assinaram o requerimento.
Na avaliação do presidente, a proposta não tinha respaldo legal e poderia até configurar uma tentativa de direcionar a composição da comissão. Ele garantiu que o assunto será debatido na tribuna quando os trabalhos legislativos forem retomados.
Wanderley também rebateu as insinuações envolvendo a União Transportes e destacou que o próprio Caio participou de um acordo relacionado ao caso junto ao Tribunal de Contas do Estado, afirmando que o vereador omite esse fato ao fazer as críticas.
Durante a entrevista, o presidente ampliou o tom das críticas e voltou a responsabilizar a Prefeitura de Várzea Grande pelos problemas enfrentados pela população, especialmente a falta de medicamentos nas unidades de saúde. Segundo ele, a Câmara aprovou remanejamentos orçamentários que somam quase R$ 155 milhões, afastando qualquer responsabilidade do Legislativo pela crise na saúde.
Vanderli também questionou o pedido da Prefeitura para ampliar o limite de remanejamento do orçamento municipal em aproximadamente R$ 700 milhões. Para ele, o volume solicitado demonstra falta de planejamento financeiro da administração. O presidente ainda afirmou que o município encerrou o último exercício com cerca de R$ 113 milhões em restos a pagar, situação que, segundo ele, compromete fornecedores e evidencia dificuldades na gestão dos recursos públicos.


