Câmara de VG

Wanderley diz que precisa ser provocado para investigar ex-presidente do DAE

O caso envolve um áudio que foi vazado de um grupo restrito de vereadores e servidores da Casa de Leis e também um vídeo que mostra o gestor recebendo maços de dinheiro em espécie de um homem durante uma conversa

Por Valdemar Félix 25/08/2026 às 11:56 2 min de leitura

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou que ainda não foi provocado por seus pares para uma possível investigação envolvendo o ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). Rogerinho Dakar (PSDB).

O caso envolve um áudio que foi vazado de um grupo restrito de vereadores e servidores da Casa de Leis e também um vídeo que mostra o gestor recebendo maços de dinheiro em espécie de um homem durante uma conversa.

“Tem que ter provocação, se não tiver provocação não posso tomar nenhuma posilção. Mas nenhum vereador fez nenhuma provocação, e parece que já está sendo investigado, então vamos esperar as investigações. O vereador já deu a versão dele e estamos acreditando na versão dele”, afirmou Wanderley.

O versão a que o presidente se refere foi o pronunciamento feito por Rogerinho durante sessão nesta terça-feira (25), quando disse ser alvo de perseguição política. Quanto ao áudio vazado, Rogerinho diz que estava pedindo “ajuda” ao procurador Ismael Alves e ao secretário legislativo da Câmara Municipal, Samir Katumata na tentativa de viabilizar a votação de um projeto para destinação de recursos ao DAE.

Durante a sessão Rogerinho também apresentou um pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inqupérito (CPI) para esclarecer os fatos. Quanto à esse pedido, o presidente Wanderley Cerqueira afirma que o pedido tem que passar pelos trâmites legais.

O secretário jurídico da Câmara de Veadores, Charles Caetano Rosa, explica que para abertura da CPI se faz necessário que tenha um terço das assinaturas dos vereadores, e que o requerimento apresentado tinha apenas a assinatura do próprio proponente.

“Nada impede que oportunamente, na próxima sessão, ele traga as oito assinaturas, o objeto definido. Uma CPI não é para assinar toda gestão, se vier com esse mote ela não pode ser aberta. Ela tem que ser específica. Mas não para investigar todo período da gestão”, afirmou, esclarecendo que o vereador Rogerinho pode, sim, apresentar um pedido de CPI para investigar sua gestão à frente do DAE, desde que apresente o número necessário de assinaturas.

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