Umidade do ar despenca para até 12% no Centro-Oeste e Inmet faz aviso de perigo para a saúde
Com máxima batendo nos 38°C na capital mato-grossense, índice de umidade se aproxima de níveis de deserto e exige cuidados reforçados

Os moradores do Centro-Oeste precisam ligar o sinal de alerta para a saúde logo nas primeiras horas do dia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de alerta laranja de perigo devido à queda drástica da umidade relativa do ar, que pode despencar para índices críticos entre 20% e 12%, patamar similar ao registrado em regiões de deserto.
Para piorar o cenário de ar seco, Cuiabá promete esquentar o dia com máxima prevista de 38°C, enquanto Brasília registra mínima na casa dos 15°C.
Onde o alerta de seca severa está valendo
O corredor de ar seco atravessa diferentes estados e afeta diretamente as seguintes regiões:
- Mato Grosso: Sudeste do estado
- Goiás e Distrito Federal: Quase a totalidade dos territórios
- Demais áreas atingidas: Sul do Tocantins, noroeste de Minas Gerais e o Vale do São Francisco, na Bahia
Cuidados essenciais para enfrentar o ar seco
Com a umidade em níveis tão baixos, aumentam os riscos de desidratação, ressecamento da pele, irritação nos olhos e complicações respiratórias. O Inmet recomenda:
- Hidratação constante: Aumente o consumo de água ao longo do dia.
- Suspensão de exercícios: Evite atividades físicas pesadas ao ar livre.
- Proteção solar: Evite exposição direta ao sol nos horários de pico de calor.
- Cuidados com a pele e ambientes: Use hidratantes corporais e mantenha quartos e salas umidificados (com aparelhos umidificadores, toalhas molhadas ou bacias de água).
- Emergências: Em caso de incidentes ou mal-estar grave, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Enquanto parte do Centro-Oeste sofre com a seca, a faixa que abrange o sudeste de Mato Grosso do Sul, o leste de São Paulo e grande parte do Paraná está sob alerta amarelo. Nesses locais, há previsão de tempestades, queda de granizo e rajadas de vento de até 60 km/h, embora o risco de corte de energia e alagamentos seja considerado baixo pelo órgão de meteorologia.
*Sob supervisão de Gene Lannes


