Tomate e batata lideram alívio no supermercado e inflação recua para 0,07% em julho
Queda consecutiva no preço dos alimentos segura o índice geral do mês, apesar do avanço na tarifa de energia elétrica e em itens básicos como a cebola

Fazer a feira ficou mais barato para o brasileiro no último mês. A forte queda no preço de hortaliças e legumes essenciais ajudou a segurar o custo de vida, fazendo a inflação oficial do país perder força e dar um alívio ao orçamento das famílias.
Embora o consumidor sinta uma folga nas compras de supermercado, o alívio não é total: gastos com moradia, puxados pela conta de energia, e a refeição fora de casa continuam pressionando as despesas do mês.
O panorama da inflação (IPCA)
- Resultado de julho: O índice subiu 0,07%, registrando desaceleração frente ao resultado de junho (0,16%).
- Acumulado do ano: A inflação soma alta de 3,44% em 2026.
- Acumulado em 12 meses: A taxa caiu de 4,64% para 4,44%.
O que baixou de preço A categoria de Alimentação e Bebidas recuou 0,67%, anotando a segunda queda mensal seguida. Comprar para consumo em casa ficou 1,14% mais barato, com destaques para:
- Tomate: -29,09% (o item que mais ajudou a segurar a inflação do mês)
- Batata-inglesa: -19,59%
- Cenoura: -14,41%
- Café moído: -2,45%
O que ficou mais caro Apesar da folga na feira, o setor de Habitação subiu 0,99% por conta do aumento na conta de luz. No prato do brasileiro, nem tudo caiu:
- Cebola: +7,74% (já acumula disparada de 65,21% no ano)
- Leite longa vida: +2,47%
- Frutas: +1,20%
- Alimentação fora de casa: Acelerou de 0,15% para 0,55%, puxada pelo aumento nos lanches (+0,76%) e refeições (+0,42%).
*Sob supervisão de Gene Lannes


