Disputa Interna

Teis descarta aposentadoria e frustra articulação por vaga no TCE

Max Russi afirma que quatro deputados demonstraram interesse na possível vaga, mas conselheiro declarou que pretende continuar no Tribunal de Contas.

Por Matheus Marques 14/10/2026 às 08:30 2 min de leitura

A possibilidade de abertura de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) movimentou os bastidores da Assembleia Legislativa, mas perdeu força após o conselheiro Waldir Teis descartar a aposentadoria. Segundo o presidente do Legislativo estadual, deputado Max Russi (Podemos), quatro parlamentares demonstraram interesse em disputar a eventual cadeira.

Entre os nomes citados estão Eduardo Botelho (MDB), Júlio Campos (União), Carlos Avalone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (União). A movimentação, porém, não avançou para uma discussão formal dentro da Assembleia, já que não houve comunicação oficial sobre a abertura da vaga.

“Eu fui procurado por alguns deputados. O Júlio Campos me procurou, o Botelho me procurou, Avalone, Dilmar Dal Bosco. Alguns deputados procuraram, que ouviram essa conversa e tinham interesse nessa participação”, afirmou Max.

A expectativa de uma possível sucessão foi interrompida durante a sessão de terça-feira (13), quando Teis declarou que pretende permanecer no cargo. “Eu não vou me aposentar, vou continuar”, afirmou o conselheiro, conforme publicado pelo RepórterMT.

Dos quatro parlamentares mencionados por Russi, Botelho e Júlio Campos não conseguiram se reeleger nas eleições deste ano. Avalone e Dilmar Dal Bosco, por sua vez, conquistaram novos mandatos na Assembleia Legislativa.

Max ressaltou que as conversas ficaram restritas aos bastidores e que nenhum documento chegou oficialmente ao Parlamento sobre uma eventual vacância.

“Particularmente, dentro da Assembleia, não chegou nenhum documento, não chegou nada. Então ficou só nessa conversa de bastidores, mas não chegou a se efetivar”, explicou.

O presidente da Assembleia lembrou que, caso a vaga fosse aberta, a escolha do novo conselheiro passaria pelo Legislativo estadual, como ocorreu na indicação do ex-deputado Guilherme Maluf para o Tribunal de Contas.

Sobre a decisão de Teis, Russi afirmou que cabe ao próprio conselheiro decidir quando deixar a função. “É ele que define, ele que decide, ele que assina”, declarou.

Durante a manifestação no TCE-MT, Teis reconheceu que chegou a considerar a aposentadoria e recebeu sugestões nesse sentido, mas avaliou que ainda pode contribuir com a instituição. Ao final, reforçou que não há previsão de deixar o cargo.

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