Economia

Setor de serviços fecha o 1º semestre de 2026 em alta de 2%, mas mostra sinais de acomodação

Principal gerador de empregos do país encerra a primeira metade do ano próximo do topo histórico, impulsionado por tecnologia e atendimento às famílias

Por Camila Almeida 12/08/2026 às 15:00 2 min de leitura

Motor fundamental para a geração de empregos e renda no país, o setor de serviços encerrou a primeira metade de 2026 com saldo positivo no bolso dos brasileiros. O segmento acumula um crescimento de 2% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado, operando muito próximo do seu ápice histórico de atividade econômica.

Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), revelados pelo IBGE, mostram que a área, que abrange desde salões de beleza e restaurantes até tecnologia e transporte, está 19,9% acima do patamar pré-pandemia, embora venha rodando em ritmo de estabilidade nos últimos meses.

O desempenho do setor em números

A evolução do mercado traz dados consolidados que mostram a ritmo de recuperação e acomodação:

  • Acumulado no ano (1º semestre): Alta de 2,0%.
  • Resultado de Junho: Estabilidade (0,0%) em relação a maio.
  • Acumulado em 12 meses: Crescimento de 2,6%.
  • Distância do recorde: Apenas 0,3% abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2025.

Quem puxou a alta e quem caiu no semestre

Das cinco áreas pesquisadas pelo instituto, três fecharam o semestre no campo positivo:

  • Informação e tecnologia (TI): Disparou com alta de 6,8%.
  • Serviços prestados às famílias (lazer, beleza, alimentação): Avançaram 2,0%.
  • Serviços profissionais e administrativos: Subiram 2,4%.
  • Transportes e correios: Recuaram -1,2%.
  • Outros serviços: Ficaram estagnados em 0,0%.

Atividades turísticas recuam em junho

O índice que mede a movimentação do turismo (envolvendo hotéis, viagens e transporte aéreo) registrou uma retração de 3,4% em junho na comparação com maio, acumulando queda de 0,9% no ano. Apesar do tombo no mês, o turismo brasileiro se mantém 6,6% acima dos níveis pré-pandemia.

*Sob supervisão de Gene Lannes

Leia Também

Deixe seu comentário