Eleições 2026

Risco de interferência dos EUA nas eleições acende alerta na comunidade científica brasileira

Entidades pedem mobilização das instituições e apoio da ONU para garantir a autonomia do eleitor brasileiro no pleito de outubro

Por Camila Almeida 23/09/2026 às 21:30 2 min de leitura

A menos de um mês da ida às urnas, a garantia de um pleito 100% soberano e livre de pressões externas virou centro de uma mobilização nacional. A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiram um alerta público contra qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral do Brasil.

O posicionamento reforça um diagnóstico recente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que já havia apontado o risco real de escalada de pressão e influência norte-americana na disputa deste ano.

Defesa da soberania e do voto livre

Para as entidades representativas da ciência, qualquer ação promovida por forças estrangeiras coloca em xeque a autonomia do cidadão e o funcionamento das instituições democráticas do país:

  • Livre escolha: o manifesto defende que a formação de vontade dos eleitores deve ocorrer sem pressões geopolíticas ou desinformação orquestrada fora do país.
  • Mobilização geral: a comunidade científica convocou os poderes da República e a sociedade civil para atuar no monitoramento e na proteção das regras do jogo democrático.
  • Apelo internacional: ABC e SBPC apoiaram formalmente uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog junto à Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo o reconhecimento rápido e incondicional do resultado das urnas logo após a apuração.

O que está em jogo no pleito

A preocupação das autoridades e órgãos de controle se intensifica à medida que a data de votação se aproxima.

No dia 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os novos ocupantes dos cargos de deputado estadual (ou distrital), deputado federal, senador, governador e presidente da República. A lisura do processo é vista como essencial para garantir a estabilidade do país nos próximos quatro anos.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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