Operação Eidolon

Polícia Civil faz nova fase de operação contra esquema de desvio de veículos em Sorriso

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheir

Por Eder Pereira 19/05/2026 às 12:00 2 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a segunda fase da Operação Eidolon, em Sorriso, para desarticular um esquema criminoso de desvio de veículos apreendidos que estavam sob a guarda da prefeitura do município.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão, cinco ordens de bloqueio de contas bancárias e diversas medidas cautelares determinadas pela 2ª Vara Criminal de Sorriso. Entre as medidas estão a suspensão de registros de empresas, afastamento de servidores públicos e quebra de sigilo financeiro de investigados.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro, e apontam a atuação de uma organização criminosa composta por servidores públicos, falsificadores, intermediadores e receptadores.

Segundo a Polícia Civil, o grupo identificava veículos com baixa probabilidade de recuperação pelos proprietários, principalmente motocicletas com pendências administrativas. Em seguida, os suspeitos retiravam os veículos ilegalmente dos pátios conveniados utilizando procurações falsas e documentos fraudulentos de liberação.

As apurações também identificaram o uso indevido de sistemas públicos, além da participação de pessoas ligadas a cartórios e autenticações documentais, o que permitia a inserção de dados falsos e a regularização ilegal dos veículos desviados.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil encontrou indícios dos crimes de organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e inserção de informações falsas em sistemas oficiais.

Entre os investigados está um guarda municipal apontado como líder operacional do esquema, além de um juiz de paz suspeito de utilizar procedimentos cartorários para facilitar as fraudes.

O nome da operação, “Eidolon”, tem origem grega e significa “reflexo” ou “imagem projetada”, fazendo referência à falsidade e à duplicidade utilizadas pelos investigados para esconder as práticas criminosas.

A ação integra a Operação Pharus, que faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas no Estado.

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