PIB do Brasil reage em maio e cresce 0,7%, mas economia dá sinais de desaceleração em 12 meses
Estudo da Fundação Getulio Vargas mostra alta puxada por serviços e bens duráveis, mas crescimento no ritmo acumulado do ano perde força

Depois de um mês de abril no vermelho, a economia brasileira voltou a dar sinais de fôlego. O Monitor do PIB, levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta segunda-feira (20/7), revelou que a atividade econômica do país avançou 0,7% na passagem de abril para maio.
A principal locomotiva desse resultado foi o próprio brasileiro: o consumo das famílias teve o maior salto do ano, impulsionado principalmente pela contratação de serviços e pela compra de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos. Apesar do alívio em maio, o ritmo geral da economia vem desacelerando quando olhamos o cenário de longo prazo.
Como foi o desempenho do PIB mês a mês em 2026?
A oscilação mês a mês mostra que a economia iniciou o ano em ritmo instável, mas conseguiu recuperar o fôlego recente:
- Janeiro: +0,7%
- Fevereiro: +0,5%
- Março: 0% (estabilidade)
- Abril: -0,1% (queda)
- Maio: +0,7% (retomada)
O Consumo das Famílias subiu 3,3%, batendo o maior patamar desde o fim de 2024. Mais de 60% dessa alta veio do setor de serviços e de bens duráveis. Investimentos (FBCF) avançaram 2%, sinalizando que as empresas voltaram a comprar máquinas e equipamentos para expandir seus negócios.
As importações cresceram 8,9%, registrando a terceira alta seguida, e as exportações avançaram 4,3%, registrando o ritmo de crescimento mais fraco desde meados de 2025. O Valor total do PIB até maio em valores correntes somou R$ 5,466 trilhões.
O alerta de perda de força
Apesar da alta isolada em maio, o indicador que mede o acumulado dos últimos 12 meses mostra desaceleração contínua da economia:
- Maio de 2025: A taxa em 12 meses rodava em 3,8%.
- Março de 2026: A taxa caiu para 3,0%.
- Maio de 2026: O acumulado recuou para 1,7%.
O que é o PIB? É o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas, produtos e serviços gerados no país. Ele serve como o termômetro oficial da saúde financeira da nação.
O que o mercado e o governo esperam para o fim de 2026?
Existem visões levemente diferentes sobre como o Brasil fechará o ano de 2026:
- Mercado Financeiro (Relatório Focus do Banco Central): Projeta crescimento de 1,99% no ano.
- Governo Federal (Ministério da Fazenda): Mantém a estimativa de alta de 2,3%.
Os dados oficiais definitivos sobre o segundo trimestre serão divulgados pelo IBGE no dia 1º de setembro.
*Sob supervisão de Gene Lannes


