Max Russi nega repasse da ALMT ao TCE e diz que PF “se enganou”
O deputado pontuou que a Polícia Federal “se enganou” na forma como tratou o assunto no inquérito da Operação Tomada de Contas

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), negou que o Legislativo tenha repassado dinheiro ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) por meio de emendas parlamentares. O deputado pontuou que a Polícia Federal “se enganou” na forma como tratou o assunto no inquérito da Operação Tomada de Contas.
“Não existe um real, um real sequer, da Assembleia Legislativa para o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso”, afirmou Max, em conversa com a imprensa na manhã desta quarta-feira (4).
A manifestação ocorreu após informações sobre emendas orçamentárias aparecerem no relatório da investigação e serem interpretadas como possíveis repasses da AL ao TCE. Russi classificou essa leitura como “equivocada” e afirmou que a própria apresentação dos dados no relatório deixou margem para interpretações distorcidas.
O presidente disse ainda que a interpretação de que o Legislativo teria transferido dinheiro diretamente ao TCE “não tem lógica”, porque, segundo explicou, um Poder não faz esse tipo de repasse diretamente a outro.
“Parece que a Assembleia Legislativa destinou um recurso ao Tribunal de Contas. Então, isso não existe”, declarou.
Para sustentar sua versão, Max Russi explicou que os valores mencionados dizem respeito a alterações na Lei Orçamentária Anual (LOA), instrumento utilizado pelo Legislativo para adequar a previsão de receitas e despesas às necessidades dos Poderes estaduais. Segundo ele, não se trata de dinheiro retirado do orçamento da Assembleia e transferido para o Tribunal de Contas.
Segundo o presidente, desde 2021 a Assembleia realiza esse tipo de alteração no orçamento estadual após discussões entre o Governo do Estado e os chefes dos Poderes. As mudanças são formalizadas por meio de emendas apresentadas durante a tramitação da proposta orçamentária no Legislativo.
O presidente da ALMT ainda confirmou a inclusão de aproximadamente R$ 62 milhões no orçamento do TCE para 2026. Segundo ele, a Assembleia aprova as alterações orçamentárias, mas cabe ao Executivo realizar os repasses mensais por meio dos duodécimos.
Max também negou que os recursos tenham sido destinados especificamente ao pagamento de verbas indenizatórias. Segundo ele, a Assembleia não determina como cada Poder deve aplicar os valores dentro de seu orçamento. “Não foi feita nenhuma emenda ou algo falando que é para pagar uma indenizatória. Agora, às vezes, a rubrica pedida pelo órgão é dentro dessa rubrica que vai atender a uma demanda do órgão”, declarou.


