Febre das apostas online atinge crianças de 11 anos e ameaça bolso de jovens brasileiros
Levantamento inédito alerta para o início precoce em plataformas proibidas para menores e projeta perdas financeiras bilionárias entre o público jovem

O avanço desenfreado das apostas online no Brasil ultrapassou os limites do público adulto e invadiu as salas de aula de forma alarmante. Mesmo com a proibição por lei para menores de 18 anos, um em cada cinco estudantes (20,4%) do ensino fundamental e médio admite já ter apostado em plataformas de “bets”, com crianças ingressando nesse mercado a partir dos 11 anos de idade.
Os dados alarmantes foram apresentados nesta quarta-feira (9/9) pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com a iniciativa de dados Equidade.info.
Metade dos formandos do ensino médio já apostou
A pesquisa mostra que a adesão aos jogos de azar cresce gradativamente à medida que os jovens se aproximam da vida adulta. No 3º ano do ensino médio, a proporção de estudantes que já experimentaram as plataformas chega a impressionantes 49,7%, praticamente metade de uma sala de aula.
- Diferença entre gêneros: os meninos são os mais afetados, representando 27,8% dos praticantes, contra 12,6% das meninas.
- Salto de idade: no ensino médio, 41,7% dos garotos já apostaram, mais do que o dobro do registrado nos anos finais do ensino fundamental (19%).
- Entrada precoce: 9,5% das crianças de até 11 anos relataram contato com as plataformas de apostas.
Prejuízo financeiro e propostas de contenção
A escala do problema não traz apenas impactos comportamentais, mas também um prejuízo expressivo no bolso das famílias. O estudo estima que as perdas financeiras acumuladas pelo público pesquisado possam ultrapassar a barreira de R$ 1 bilhão.
*Sob supervisão de Gene Lannes


