Febre alta e manchas vermelhas, saiba como identificar o sarampo e quem precisa se vacinar no Brasil
Entrada intensa de viajantes no país aumenta perigo de circulação do vírus e exige imunização de bebês a partir dos 6 meses de idade

Diante do risco iminente de reintrodução e surtos de sarampo, impulsionados pela alta circulação da doença nas Américas, o Ministério da Saúde recomenda que bebês de 6 a 11 meses recebam a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para garantir proteção antecipada no período de maior vulnerabilidade.
A medida busca conter uma infecção viral altamente contagiosa: uma única pessoa doente é capaz de transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas ao seu redor.
Sinais e sintomas: como identificar a doença
A transmissão ocorre pelo ar, ao falar, tossir, espirrar ou respirar, e o contágio pode acontecer até seis dias antes do aparecimento das marcas na pele. Os principais sintomas incluem:
- Sinais iniciais: Febre alta (acima de 38,5 °C), tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso.
- Manchas vermelhas (exantema): Surgem entre três e cinco dias após os primeiros sintomas, começando no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.
- Sinal de perigo: Febre contínua exige atenção médica imediata, especialmente em menores de 5 anos.
Riscos e complicações graves
O sarampo não é uma infecção simples e pode deixar sequelas permanentes ou levar à morte. Entre as complicações mais frequentes estão:
- Pneumonia: Atinge 1 em cada 20 crianças infectadas e é a principal causa de mortes decorrentes da doença na infância.
- Otite média aguda: Acomete 1 em cada 10 crianças e pode provocar perda auditiva definitiva.
- Encefalite (inflamação no cérebro): Ocorre em até 4 a cada mil casos, com taxa de mortalidade de 10% entre os afetados.
Tratamento e prevenção pela vacina
Não existe remédio específico para matar o vírus do sarampo; o tratamento médico é focado no alívio do desconforto, repouso e hidratação adequada. O uso de antibióticos sem prescrição é contraindicado.
A única forma eficaz de prevenção é a vacina, disponível gratuitamente na rede pública de saúde:
- Bebês de 6 a 11 meses: Recebem a “dose zero” em contextos de risco ou surto (essa dose extra não substitui o esquema regular).
- Crianças de 12 e 15 meses: Tomam as duas doses do esquema de rotina (tríplice ou tetraviral).
- Jovens e adultos até 29 anos: Devem comprovar duas doses aplicadas ao longo da vida.
- Adultos de 30 a 59 anos: Precisam de pelo menos uma dose registrada.
- Gestantes: A vacina é contraindicada durante a gravidez e deve ser aplicada logo após o parto.
*Sob supervisão de Gene Lannes


