Exportação de carne bovina bate recorde em junho e preço médio dispara
Além do crescimento em volume, o setor também registra valorização nos preços

O Brasil mantém forte avanço nas exportações de carne bovina in natura e caminha para encerrar junho de 2026 entre os melhores resultados da série histórica. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, na parcial do mês, já foram embarcadas 187,08 mil toneladas, com média diária de 13,36 mil toneladas — crescimento de 10,87% em relação ao mesmo período de 2025.
Se o ritmo for mantido nos sete dias úteis restantes, o volume exportado pode alcançar 280,62 mil toneladas, consolidando junho como o segundo melhor desempenho da história para o período. O recorde segue sendo junho de 2024, quando foram registradas 303,66 mil toneladas embarcadas.
Além do crescimento em volume, o setor também registra valorização nos preços. O valor médio da tonelada da carne bovina brasileira chegou a US$ 6.526,20, avanço de 19,80% na comparação com junho do ano passado.
A alta é atribuída principalmente ao aquecimento da demanda internacional, com destaque para o mercado asiático, que segue ampliando a compra da proteína brasileira.
Recentemente, o governo chinês reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa, medida considerada estratégica para ampliar a competitividade do setor no mercado externo. Além disso, a China sinalizou ao governo brasileiro a possibilidade de aumentar as importações de proteína animal nos próximos anos e revisar cotas atualmente em vigor.
Para o setor produtivo, o cenário reforça as perspectivas de expansão contínua das exportações e consolida o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne bovina.


