Prévia do PIB

Economia brasileira perde ritmo em julho, mas mantém alta de 1,5% no acumulado de 2026

Recuo no indicador do Banco Central reflete perda de fôlego no campo e na indústria, mas cenário em 12 meses ainda aponta crescimento

Por Camila Almeida 16/09/2026 às 18:30 2 min de leitura

O ritmo da atividade econômica no país voltou a desacelerar no início do segundo semestre. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,2% em julho em comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais típicos do período.

O resultado acende um sinal de alerta para investidores e trabalhadores, pois marca o segundo recuo mensal consecutivo da produção nacional, após a retração de 0,6% observada em junho.

Agropecuária e indústria puxam o indicador para baixo

O fraco desempenho de julho foi determinado principalmente pelo recuo na produção do campo e na atividade fabril. O setor de serviços, que tem grande peso na geração de empregos, permaneceu estagnado:

  • Agropecuária: sofreu o maior baque do mês, com queda de 1,2%.
  • Indústria: encolheu 0,4% na margem mensal.
  • Serviços: ficou em estabilidade (0,0%), sem forças para impulsionar o índice.
  • Impostos sobre produtos: recuaram 0,2% no período.

Comparativo anual e saldo acumulado no ano

Apesar do freio registrado nos últimos dois meses, a fotografia mais ampla da economia ainda preserva saldo positivo. Na comparação entre julho de 2026 e o mesmo mês de 2025, o IBC-Br avançou 1,1%, impulsionado pela alta de 3,7% da própria agropecuária e de 1,3% dos serviços em base anual.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, a economia brasileira sustenta uma expansão de 1,5%, mesmo percentual registrado no acumulado dos últimos 12 meses.

O IBC-Br consolida dados da agricultura, indústria e serviços para antecipar a trajetória do crescimento do país antes da divulgação oficial do PIB pelo IBGE.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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