Conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar são afastados do TCE
A ordem de afastamento partiu do ministro Og Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante de indícios de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos envolvendo servidores do órgão

Os conselheiros efetivos Guilherme Antônio Maluf, Alisson Carvalho de Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), foram afastados no âmbito da Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (29).
A ordem de afastamento partiu do ministro Og Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante de indícios de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos envolvendo servidores do órgão.
Os três tiveram seus gabinetes vasculhados pelos agentes federais durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Os agentes da PF também realizaram buscas no gabinete de José Carlos Novelli, onde apreenderam mídias, objetos e outros materiais que devem auxiliar nas investigações.
A operação mobiliza mais de 180 policiais federais para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A PF ainda cumpriu mandados de prisão contra o presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo, o consultor jurídico-geral do TCE, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, os servidores Felipe José Glinke e Adriangelo Barros Antunes, a secretária executiva do TCE, Roseli Loss, além de Gustavo Fernandes da Silva. Os gabinetes deles também foram vasculhados na operação.
ENTENDA O CASO
A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie, com possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


