operação da PF

Conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar são afastados do TCE

A ordem de afastamento partiu do ministro Og Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante de indícios de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos envolvendo servidores do órgão

Por Valdemar Félix 29/10/2026 às 10:27 2 min de leitura

Os conselheiros efetivos Guilherme Antônio Maluf, Alisson Carvalho de Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), foram afastados no âmbito da Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (29).

A ordem de afastamento partiu do ministro Og Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante de indícios de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos envolvendo servidores do órgão.

Os três tiveram seus gabinetes vasculhados pelos agentes federais durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Os agentes da PF também realizaram buscas no gabinete de José Carlos Novelli, onde apreenderam mídias, objetos e outros materiais que devem auxiliar nas investigações.

A operação mobiliza mais de 180 policiais federais para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A PF ainda cumpriu mandados de prisão contra o presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo, o consultor jurídico-geral do TCE, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, os servidores Felipe José Glinke e Adriangelo Barros Antunes, a secretária executiva do TCE, Roseli Loss, além de Gustavo Fernandes da Silva. Os gabinetes deles também foram vasculhados na operação.

ENTENDA O CASO
A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie, com possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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