Comissão de Ética decide investigar Rogeirinho da Dakar e sorteia Sardinha como relator
A Comissão de Ética se reniu por volta das 9h e teve como um dos principais encaminhamentos a escolha do relator responsável pelo procedimento

A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Várzea Grande decidiu, na manhã desta quinta-feira (17), dar prosseguimento à análise do caso envolvendo o vereador Rogeirinho da Dakar, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo um maço de dinheiro.
As imagens mostram Rogerinho sentado diante de uma mesa enquanto conversa com um homem cuja identidade não foi confirmada. Em determinado momento, o vereador recebe um maço de cédulas e coloca o dinheiro no bolso direito da calça. Outros maços aparecem sobre a mesa durante a gravação.
A Comissão de Ética se reniu por volta das 9h e teve como um dos principais encaminhamentos a escolha do relator responsável pelo procedimento. Após sorteio realizado durante a reunião, que teve a participação dos vereadores Raul Curvo, Cilcinho Filho, Cleyton Nassarden Guerra (Sardinha) e o presidente da Comissão de Ética, Jânio Calixto, foi definido que o relator seria o veredor Sardinha.
A Comissão também deliberou pelo recebimento do material encaminhado após recomendação do Ministério Público de Mato Grosso, para que os fatos sejam analisados no âmbito parlamentar e seja verificada a existência, ou não, de elementos para a adoção dos procedimentos cabíveis.
O procedimento encaminhado à Câmara reúne cerca de 1.400 páginas, contendo documentos e materiais relacionados ao episódio que ganhou repercussão após a circulação, nas redes sociais, do vídeo em que Rogeirinho aparece recebendo uma sacola contendo dinheiro em espécie.
Segundo a explicação jurídica apresentada durante a reunião, o procedimento ministerial tem como objeto a apuração da origem, natureza e circunstâncias dos valores em espécie aparentemente recebidos pelo vereador, bem como eventual relação dos fatos com o exercício da função pública, recursos públicos, contratos, fornecedores, servidores ou terceiros interessados.
A recomendação do Ministério Público não estabelece previamente que houve quebra de decoro nem determina punição ao parlamentar. O órgão encaminhou o caso para que a Câmara realize uma análise fundamentada dos fatos e verifique a existência, ou não, de pressupostos para a adoção do procedimento cabível no âmbito ético-parlamentar.


