Fila zerada

Com apoio de especialistas do RJ, Hospital Municipal de Cuiabá zera espera histórica de 20 pacientes

Ação pioneira uniu médicos de fora do estado e equipes locais para realizar procedimentos reconstrutivos complexos, beneficiando inclusive sete crianças e adolescentes

Por Camila Almeida 05/07/2026 às 13:00 2 min de leitura

Vinte pessoas que carregavam na pele e nos movimentos as marcas de acidentes graves ganharam a chance de recomeçar neste fim de semana em Cuiabá. O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) foi o cenário de um mutirão inédito de cirurgias plásticas reparadoras, focado exclusivamente em pacientes que aguardavam há anos na fila para corrigir sequelas severas de queimaduras.

Mais do que estética, os procedimentos devolvem a funcionalidade do corpo, reduzindo limitações físicas causadas por acidentes domésticos e descargas elétricas. O impacto direto na rotina dessas pessoas inclui a recuperação de movimentos simples e a melhora significativa na qualidade de vida.

O tamanho e a complexidade da estrutura montada impressionam. Veja os principais números e detalhes da mobilização:

  • Total de atendidos: 20 pacientes passaram pelas cirurgias reconstrutivas, incluindo 7 crianças e adolescentes.
  • Equipe mobilizada: Cerca de 100 profissionais atuaram na linha de frente, divididos entre mais de 20 médicos e aproximadamente 50 enfermeiros, além de anestesistas, fisioterapeutas e técnicos.
  • Parceria de peso: A ação trouxe a Cuiabá nove cirurgiões plásticos do Hospital Souza Aguiar (RJ), que é a maior referência nacional no tratamento de queimados.
  • Entidades parceiras: O projeto teve o respaldo da Sociedade Brasileira de Queimaduras, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do CRM-MT.

A união entre os especialistas fluminenses e os profissionais da Empresa Cuiabana de Saúde Pública permitiu a aplicação de técnicas avançadas de reconstrução que raramente são vistas em regime de mutirão no país.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, este modelo de força-tarefa deve ganhar novas edições no futuro. O objetivo principal é dar ritmo aos atendimentos e reduzir de forma drástica o tempo de espera de quem ainda precisa desse tipo de cirurgia especializada na capital.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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