Calotes de gigantes sufocam o caixa do Cuiabá na reta final da Série B
Com vitória na Justiça Desportiva contra o Santos e cobranças pendentes de Corinthians e Sport, Dourado denuncia concorrência desleal enquanto disputa a reta decisiva do campeonato

A disputa do Cuiabá pela permanência e ascensão no futebol nacional ganhou um obstáculo pesado fora dos gramados: a inadimplência generalizada de grandes clubes do futebol brasileiro. Em nota oficial, a diretoria auriverde revelou que tem mais de R$ 40 milhões a receber em transferências de atletas, um rombo financeiro que compromete diretamente o planejamento e a folha de pagamentos da equipe nesta reta final de temporada.
A denúncia escancara um cenário onde clubes cumpridores de prazos acabam prejudicados enquanto devedores seguem contratando no mercado.
Condenação milionária contra o Santos
O caso mais recente envolve a venda do zagueiro Joaquim ao Santos e sua posterior negociação com o Tigres, do México. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF condenou o clube paulista a pagar R$ 18.616.377,46 ao Dourado.
Apesar de ter facilitado o pagamento e perdoado parte da dívida em renegociação anterior, o Cuiabá recebeu apenas uma das cinco parcelas acordadas. A diretoria exige quitação imediata e teme que o Peixe use recursos jurídicos para atrasar o depósito, repetindo o histórico visto em cobranças da FIFA junto a times como Arouca e Mônaco.
Lista de devedores ultrapassa R$ 40 milhões
O calote santista é apenas a ponta do iceberg no balanço financeiro do clube mato-grossense. A lista de pendências acumuladas por outras equipes do país inclui:
- Corinthians: Deve parcelas da compra do volante Raniele e atrasou a fatura de julho, mesmo após parcelamento facilitado até 2031
- Sport: Possui débito estimado em R$ 6 milhões pela aquisição do lateral Matheus Alexandre
- Grêmio: Disputa na Justiça a inclusão de dívida de R$ 900 mil em plano de pagamento coletivo
Impacto direto no planejamento auriverde
A diretoria do Dourado reforçou que as dificuldades de caixa não são frutos de má gestão interna, mas sim da falta de cumprimento de contratos assinados por terceiros.
O clube cobrou rigor das autoridades esportivas e celeridade na execução das decisões financeiras, garantindo que continuará utilizando todas as vias regulamentares para reaver cada centavo devido aos seus cofres.
*Sob supervisão de Gene Lannes


