370 focos

Bombeiros combatem 16 incêndios florestais em MT nesta sexta-feir

Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Por Eder Pereira 15/08/2026 às 10:38 6 min de leitura

Mato Grosso registrou 370 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo a última checagem realizada às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Do total, 217 focos foram identificados no Cerrado, 152 na Amazônia e um no Pantanal. Também foram registrados 147 focos em terras indígenas.

No mesmo período, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou três incêndios florestais e manteve equipes mobilizadas no combate a outros 13 focos nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Rondonópolis, Rosário Oeste, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul.

Os incêndios registrados em Nova Ubiratã, Nova Xavantina e São José do Rio Claro estão controlados e, neste momento, não apresentam risco imediato de propagação. As equipes permanecem nos locais para monitorar possíveis reignições e eliminar eventuais focos remanescentes.

Entre as ocorrências que exigem maior mobilização está Paranatinga, onde os bombeiros atuam em cinco frentes. Uma delas fica às margens da MT-130, próxima à área urbana; outra está nas proximidades da Terra Indígena Marechal Rondon; duas equipes trabalham nas imediações da MT-020; e outra atua na MT-129.

Na MT-130, uma força-tarefa conta com o apoio de uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), que já lançou aproximadamente 21 mil litros de água sobre as áreas atingidas. A operação também tem o auxílio de brigadistas e máquinas, como caminhões-pipa, uniport e pá-carregadeira, disponibilizados por produtores rurais e pela concessionária da rodovia.

Nas proximidades da Terra Indígena Marechal Rondon, os bombeiros utilizam maquinários para facilitar o acesso às áreas atingidas e ajudar na contenção das chamas. Outros dois incêndios são combatidos na MT-020 e um na MT-129, onde o foco apresenta menor proporção.

Em Nova Santa Helena, as equipes continuam mobilizadas em um incêndio que atinge uma área de assentamento sob responsabilidade da União. Como se trata de uma área federal, o CBMMT solicitou apoio ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), mas ainda não havia recebido retorno até a atualização da ocorrência.

Enquanto isso, os militares seguem trabalhando de forma ininterrupta. A aeronave utilizada na operação já realizou aproximadamente 54 mil litros de lançamentos de água sobre a área atingida. A ação conta ainda com brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais, que disponibilizaram sete máquinas para auxiliar no combate.

Em Rondonópolis, o trabalho ocorre no Parque Estadual Dom Osório Stoffel. Em Rosário Oeste, as equipes concentram esforços nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá.

Também há equipes mobilizadas em Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul. Nesses municípios, os incêndios são considerados de menor proporção e permanecem sob monitoramento e controle.

As ações têm como prioridade o combate direto às chamas, o monitoramento das áreas atingidas e a proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.

O trabalho integrado conta com o Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), a Defesa Civil Estadual, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Militar, que reforçam as operações sempre que necessário.

Focos em terras indígenas

Dos 370 focos registrados em Mato Grosso, 147 foram identificados em terras indígenas. A maior quantidade está na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, com 54 focos.

Também foram registrados 30 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; 27 na Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; nove na Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; oito na São Marcos, em Barra do Garças; seis na Marechal Rondon, em Paranatinga; e quatro na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte.

Outros três focos foram identificados na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; três na Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; dois na Merure, em Barra do Garças; e um na Zoró, em Rondolândia.

O CBMMT ressalta que um foco de calor não significa necessariamente um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada ao fogo. Um incêndio florestal costuma ser identificado pela concentração de diversos focos em uma mesma região.

No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.

Fiscalização

Paralelamente ao combate aos incêndios, o Corpo de Bombeiros realiza o monitoramento do uso irregular do fogo em União do Sul, por meio da Operação Infravermelho.

O acompanhamento é feito a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, os militares buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal.

A operação atua tanto na prevenção quanto na responsabilização de quem utiliza o fogo de maneira irregular.

Incêndios já extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o CBMMT já atuou na extinção de incêndios em Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano.

Além de configurar possível crime ambiental, o uso irregular do fogo pode colocar em risco a segurança da população, a saúde e o meio ambiente.

Denúncias podem ser feitas pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, e 190, da Polícia Militar.

Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui.

Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.

Leia Também

Deixe seu comentário