Opinião

Assuntos internacionais e o Brasil

Por Valdemar Félix 29/10/2026 às 07:54 3 min de leitura

Começando pelo caso da Meta, dona do Facebook, Instagram e do Whatzap. Acredita-se que o grupo teve  tendência  política eleitoral do Brasil. O outro lado reclamou, a empresa disse que não havia nada disso. A ONU entrou no caso mostrando que havia sim.

O assunto brasileiro teve repercussão mundial. O ponto para consideração é porque se tomou o lado da direita política. Seria o objetivo final levar, não só o Brasil, mas a América do Sul para esse lado? O Brasil e o México (na América do Norte) foram as exceções.

O Brasil seria o objetivo principal porque é a maior economia da área e também tem a maior população? Um grupo fortíssimo na área de comunicação ter um lado políticas, não só aqui, mas em outros lugares do mundo? Um caso para ser observado, principalmente depois da participação de um órgão como a ONU no assunto. Vamos ver, como se diz, como serão os próximos capítulos, aqui e em outros lugares. 

Ligado a esse assunto, chama atenção a determinação do governo dos EUA em fazer enfretamento com a China na América do Sul com o caso brasileiro à frente, pois é aqui que o comércio com a China tem crescido. O governo dos EUA já disse que não iria permitir outras forças externas no chamado Hemisfério Ocidental.

Querendo dizer que a presença da China na área não é bem vista. E a coisa vai pegar ainda mais depois que a China tomou conta de um porto no Pacifico na costa do Peru. Entrar e sair produtos para Asia por ali. Aí entra uma perguntas simples para o Brasil e o agro brasileiro: quem é mais importante hoje, o mercado dos EUA ou o da China? Nada de ideologia, somente compra e venda de produtos.

O agro de Mato Grosso perde ou não se tiver um bloqueio maior no comércio com a China? É outro assunto para ficar de olho no momento. Tem um fato se aproximando nos EUA, maior potência econômica do mundo e, no momento, com um governo mais à direita: a eleição para renovar boa parte do Congresso do país em novembro.

Hoje o partido Republicano de Donald Trump tem maioria na Câmara e no Senado. O presidente ali está numa fase não muito boa, com um índice de rejeição que beira os 65%. Se na eleição de novembro o Congresso der maioria ao partido Democrata, Trump teria problemas no resto de sua administração.

Mesmo que os Democratas não ganhem as duas casas do Congresso, se levar uma delas, a coisa fica um pouco mais embaralhada para o resto do mandato de Trump. 

Chama a atenção nesse assunto Donald Trump, e tantas outras coisas acontecendo em torno disso, como o partido Democrata, opositor dos Republicanos, tem ficado calado. Seria estratégia, tipo, deixe Trump se machucar sozinho e os Democratas ganhem os louros e os votos lá na frente? Mais um assunto do momento para ser observado. 

Alfredo da Mota Menezes é analista político

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